Madeira, couro e tecidos pesados renovam visual da sala no inverno

João Abel* - O Estado de S. Paulo

Com as temperaturas mais baixas, vale se inspirar neste living paulistano e deixar a casa mais aquecida

Paredes de cimento queimado e mantas de veludo e tricô, da Codex Home, se espalham pelo living

Paredes de cimento queimado e mantas de veludo e tricô, da Codex Home, se espalham pelo living Foto: Alessandro Guimarães

Com a chegada do inverno e as temperaturas despencando, é normal que as pessoas passem ainda mais tempo dentro de casa, principalmente na sala. Ainda assim, não é preciso gastar uma fortuna para imprimir uma atmosfera mais quente ao espaço.

Quando bem utilizados, materiais como madeira, couro e tecidos mais encorpados podem colaborar, e muito, para produzir tal sensação. Como no caso deste apartamento de 79 m², em Perdizes, no qual tudo começou por distribuir mantas e almofadas por pontos estratégicos do ambiente.

“Pensamos, desde o início da reforma, em elementos que permitissem ao morador mudar a cara do lugar de acordo com a época do ano. No inverno, por exemplo, ele pode espalhar mantas mais pesados e almofadas pela sala”, detalha a arquiteta Sarah Bonanno, do escritório Tria Arquitetura, que assina o projeto com a sócia Marina Cardoso de Almeida.

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O couro natural em tom caramelo, presente nas cadeiras da mesa de jantar, e o forte uso de marcenaria mais escura também trouxeram um clima ‘aquecido’ ao ambiente. “Usamos piso de tauari na área social e íntima. O mesmo tom de madeira também foi aplicado no painel de TV e na escrivaninha. Além de aquecer o ambiente, o material deu uma certa unificada em todo o living”, comenta Sarah.

Na conformação atual do espaço, apenas as plantas, espalhadas por todos os lados, servem de contraponto à paleta de cores sóbria e opaca escolhida pelas arquitetas. “Tonalidades mais brutalistas, como o marrom e o cinza, se encaixam perfeitamente ao clima da estação. Por meio delas é possível deixar a casa com uma pegada mais ‘quentinha’ que agrada a todos. Aos moradores e aos visitantes”, conclui.

*Estagiário sob supervisão do editor de suplementos Daniel Fernandes