Hora de garimpar

Marcelo Lima - O Estado de S.Paulo

A um mês do Natal, cinco arquitetos apresentam seus enfeites favoritos

Eles são todos arquitetos, adoram a festa, apesar de manifestarem diferentes visões do Natal. Para alguns, a data só faz sentido se celebrada no formato tradicional, sem concessões ao não convencional. Para outros, só merece ser vivida dessa forma.

A pedido do eles se aventuraram por lojas da cidade com uma única missão: selecionar o que encontrassem de mais interessante para decorar a casa para a data, sem limitações de gosto ou custo. Mas, sim, imbuídos da ideia de celebrar a data a seu modo, compartilhando suas impressões com nossos leitores.

 

Para o arquiteto Nildo José, por exemplo, escolher um estilo da decoração em sintonia com a personalidade do morador da casa deve ser o primeiro fator a ser observado. A começar pela porta de entrada. “É essencial que a identificação da guirlanda com o estilo dos moradores seja imediata”, afirma.

Adepto de uma leitura mais limpa, depurada, quase clássica da festa, Diego Revollo, por sua vez, mais do que optar por um tema específico, prefere investir em luzes e velas na hora de compor a decoração. E, em se tratando do assunto, ele tem endereço certo. 

“Na 25 de março a diversidade de opções é grande. Mas a oferta varia muito, por isso vale a pena não comprar logo de primeira, por mais tentador que isso pareça”, aconselha ele, que, na semana passada, empreendeu sua primeira visita à tradicional zona de comércio e gostou da experiência. “Pretendo voltar para levar mais itens.”

Mas, ainda no capítulo brilho, Revollo aconselha parcimônia ao lidar com os famosos cordões de luzinhas. “Eles são muito atraentes, mas em geral não combinam muito entre si. Por isso é melhor optar por um único tipo. Diferentemente das velas, que vão bem misturadas.”

Para dar conta do mais tradicional dos enfeites, a árvore, Cristina Barbara recomenda investir em variações sobre o mesmo tema. “O ideal é escolher um material – palha, madeira ou tecido – e aí, sim, variar ao máximo os enfeites. Isso só vai enriquecer a árvore”, considera. “Eu prefiro os motivos tradicionais, mas a regra é válida para qualquer estilo de decoração”, pondera.

Sobre a mesa, Karina Afonso, que adora receber a família e os amigos para a ceia, também aposta em diversidade. “Gosto de mesclar serviços de mesa, assim como velas soltas a castiçais e vasos. Acho legal ousar, mas sempre levando em conta o bem-estar dos convidados. Nada mais desagradável do que se ver diante de um vaso que se interponha entre as pessoas.” 

Por fim, Maurício Arruda aconselha a pensar no dia seguinte e optar por peças versáteis na hora da compra. “Ou que, ao menos, possam resistir até a festa do próximo ano.” 

Seja qual for seu estilo preferido, conheça nosso roteiro com 50 sugestões de enfeites, elaborado por quem entende do assunto. Uma delas, por certo, vai caber na sua casa. E no seu bolso.