Fim anunciado

Felipe Neves - O Estado de S.Paulo

Mercado se prepara para substituir as lâmpadas incandescentes

Até o fim de 2016 as lâmpadas incandescentes de 60W, famosas nas casas dos brasileiros, deixarão de ser comercializadas. Banidas, as “amarelinhas” terão de ser substituídas por modelos mais eficientes, que iluminam mais e consomem menos energia. Para quem já está fazendo as substituições, o mercado oferece opções para mudar o astral da casa e ajudar a diminuir o valor da conta de luz.

Bulbos incandescentes descartados dão origem a pequenos terrários no ateliê Jardim no Pote

Bulbos incandescentes descartados dão origem a pequenos terrários no ateliê Jardim no Pote Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Entre as alternativas, a fluorescente exige bem menos energia que as incandescentes e ainda ilumina o interior com mais intensidade. “As lâmpadas fluorescentes compactas são as mais comercializadas no varejo atualmente. Desde o apagão em 2001, o governo federal começou a agir para substituir as incandescentes. Os modelos eletrônicos ganharam espaço nas prateleiras e, consequentemente, na casa dos brasileiros”, explica Pedro Sega, gerente de produtos da fabricante Osram.

Menos conhecidas, as lâmpadas halógenas vêm ganhando espaço. Com luz amarela semelhante à das incandescentes, elas se destacam pela eficiência energética e pelo preço. Consomem 30% menos energia do que as tradicionais e não chegam a custar mais do que R$ 8. Por possuírem emissão mais forte e concentrada, são recomendadas para iluminar pontos específicos na casa, como objetos decorativos.

Na vanguarda da tecnologia de iluminação, o LED ainda adentra o mercado a passos lentos, sobretudo por ser mais caro. Nas lojas, ele não costuma sair por menos de R$ 30. Compensam, no entanto, a eficiência energética e a vida útil dos modelos. “Por ser até 90% mais eficiente que uma incandescente, o LED consome menos energia e isso reflete diretamente no valor pago mensalmente. Outro benefício é a durabilidade. O ciclo de vida é longo, podendo chegar a 35 mil horas, o que diminui o custo de manutenção”, diz Sega. 

O mercado de luminárias já se adaptou às mudanças. “Basicamente, qualquer lustre projetado para incandescente se adapta às novas lâmpadas. É claro que alteram-se questões de ambientação, como temperatura de cor. Mas é basicamente ‘plug and play’: onde entra uma incandescente, hoje já entra uma eletrônica”, explica o analista de produtos da rede de lojas Yamamura, Paulo Tadeu. 

Quando o quesito é design, as lâmpadas de LED são as que mais permitem inovação, como diz Tadeu. “Com ele, há bem mais lustres com um soquete no meio, simplesmente. Você pode desenvolver peças com placas de iluminação integradas à própria estrutura da luminária, o que muda completamente o jeito com que os designers pensam seus produtos.”

Novo uso para a velha lâmpada

Sua antiga lâmpada incandescente não precisa sair da luminária e ir direto para o lixo. Nas mãos da dupla Juliana Seibel e Lina Cirilo, do Jardim no Pote, elas viram abrigos para pequenos jardins, feitos com musgo e miniaturas. Para fazer o seu, retire a base da lâmpada e quebre a haste e os filamentos internos. Depois, é preciso ter paciência e montar as camadas de terra, carvão vegetal, pedriscos e musgo usando uma pinça. O Jardim no Pote (www.jardimnopote.com.br) aceita encomendas e você pode fornecer a lâmpada que tem em casa. “Os cuidados são simples, é só borrifar água filtrada uma vez por mês e deixar o terrário longe do sol”, recomenda Juliana. As peças custam a partir de R$ 40. / Natália Mazzoni