Eles fazem a diferença

- O Estado de S.Paulo

Suplemento elege cinco destaques entre os ambientes de Casa Cor, idealizados por seis arquitetos e um paisagista. A Casa na Árvore, de Fred Benedetti e Fernanda Abs, foi o projeto que mais agradou

Inevitável ouvir na saída de Casa Cor, realizada no Jockey Club de São Paulo, uma pergunta recorrente entre os visitantes: "Do que você mais gostou?" Depois de passear pelos 69 ambientes propostos por 88 designers de interiores, arquitetos e paisagistas para morar em uma vila moderna, todo mundo tem sua opinião, seja expert no assunto ou mero simpatizante. E se vale do direito de expressar as preferências. Foi baseado nesse espírito democrático que o Casa& preparou uma edição especial em que seus 15 jornalistas, produtores e fotógrafos votaram nos cinco projetos que mais lhes chamaram a atenção - do ponto de vista positivo, diga-se. São profissionais com mais ou menos vivência no assunto,mas acostumados a lidar com ele. O ambiente mais apreciado pela equipe foi a Casa na Árvore, criação cheia de frescor, dos arquitetos Fernanda Abs e Fred Benedetti. O caderno também considerou importante conhecer de perto a sofisticada Cabana concebida pelo arquiteto Roberto Migotto. Percebeu como o projeto da Casa do Golfe, idealizada pelo arquiteto Dado Castello Branco para passar o fim de semana, cumpriu sua função. E ainda menciona o despojamento presente no trabalho executado pelos arquitetos Mariana Albuquerque e Guilherme Ommundsen no Estúdio do Jovem. Já o jardim mais lembrado foi o da Praça Casa Cor, um mix de influências, assinado pelo paisagista Gilberto Elkis. Todos são mostrados, em detalhes, nas páginas a seguir. Cinco conceitos Para a votação, preferiu-se indicar conceitos, no lugar de colocações, cada qual com um peso diferente para chegar a um resultado baseado nos que mais obtiveram pontuação: "Gostei muito" (4 pontos); "Vale a pena" (3 pontos); "Cumpre a proposta" (2 pontos); "Digno de nota" (1 ponto) e "Belo jardim" (voto simples). Na edição com a ampla cobertura do evento publicada à época da abertura, mostrou-se o maior número de ambientes possível, destacando aspectos como concepção da arquitetura de interiores e da decoração, distribuição e qualidade do mobiliário, revestimentos, bom uso da cor, iluminação, soluções e idéias interessantes. Mais do que esses quesitos, o que agora norteou os votos foi o gosto particular, além da sensação de bem-estar e fruição estética gerada nos eleitores. Uma curiosidade é que tanto nomes consagrados quanto jovens profissionais compuseram a lista, em que a maior parte das propostas tira partido da madeira como elemento fundamental. Vale lembrar: além dos selecionados, os votantes citaram outros 21 projetos. O arquiteto Sig Bergamin costuma dizer que não existe casa perfeita porque ninguém é perfeito. De certo modo, dá para fazer uma analogia com votações desse tipo - uma espécie de termômetro para medir o impacto causado pelos trabalhos sobre um grupo heterogêneo, e por isso mesmo representativo. Os que já foram à Casa Cor irão concordar ou discordar da seleção - e quem não visitou ainda pode tirar as próprias conclusões. O encerramento é no dia 9 de julho.