De hobby a profissão

Natália Mazzoni - O Estado de S.Paulo

Designer autodidata, o argentino Roberto Romero buscou em suas viagens pelo mundo inspiração para criar seus objetos de arame. Quando morou no Líbano, criou a primeira cabeça de animal, feita para ser instalada em cima de uma lareira da sala. “Eu via essas cabeças de animais de verdade, mas não me parecia correto exibir a vida como decoração”, diz. 

Designer Roberto Romero e a coleção A Maternidade

Designer Roberto Romero e a coleção A Maternidade Foto: Divulgação

Depois, Romero passou nove meses experimentando diferentes formas de fazer uma luminária com as mesmas características da escultura de cabeça. “Foi um processo longo, basicamente de tentativa e erro. Fiz tudo de forma intuitiva, o que me levou a ver que isso poderia deixar de ser apenas um hobby e passar a ser minha principal ocupação”, conta.

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Mais tarde, passando uma temporada na França, percebeu que as luminárias que moldou com as próprias mãos lembravam as peças clássicas que via em Paris. De lá foi viajar pela América do Sul, período em que criou esculturas em forma de moscas, formigas e vaga-lumes. “Foi quando comecei a incorporar outros materiais a meus objetos, como cristais, pérolas e sementes coloridas que encontrava em Bogotá”, comenta. A convite do designer Sérgio J. Matos, desembarcou no Brasil em 2010 para fazer uma série de peças em parceria. Desde então no País, agora instalado em Campina Grande (PB), Romero trabalha com a mesma identidade que o levou a seguir a carreira, mas as cores da Paraíba tiveram impacto decisivo em suas criações. “Antes eu só usava arames escuros, mas ficou impossível não me deixar influenciar pelo colorido e isso completou o meu trabalho. Trouxe a alma que faltava.”