De botão em botão

- O Estado de S.Paulo

Todos os dias, a partir das 7 horas, milhares de rosas são colhidas na Fazenda Dallas, em Andradas (MG), uma das 11 propriedades do Grupo Reijers, empresa familiar dedicada ao cultivo de flores desde 1972. Por lá, 254 funcionários se dedicam a 1,250 milhão de pés de rosas, especialidade da família de Rhuana Reijers, de 26 anos, engenheira agrônoma que toca o negócio ao lado do pai.

As flores passam por um criterioso processo de classificação, em que são considerados comprimento, espessura da haste e tamanho do botão, para que cada maço tenha flores do mesmo padrão. Depois de embaladas, são guardadas em câmaras frias até que sigam em caminhões refrigerados para a Cooperflora, em Holambra, a 115 km de distância. É a cooperativa quem faz a venda e distribuição para o todo Brasil. 

Os pés de rosa que florescem hoje na fazenda têm cerca de 4 anos e são resultado de mudas importadas da Holanda. “Eles demoram de 6 meses a 1 ano para produzir a primeira flor e são cuidados para que sobrevivam até 6 anos com rosas de boa qualidade”, explica Rhuana. Depois de colher a flor, é preciso esperar um ciclo de 50 a 60 dias para que outra apareça, espaço de tempo que tende a diminuir na primavera, já que os dias têm mais horas de luz. “As rosas são muito delicadas, é um trabalho de dedicação em cada um dos dias do ano. Posso dizer que a gente nunca sabe tudo sobre elas, é um aprendizado constante.”