Comitê elege as cores de 2017; descubras as escolhidas

Naomi Matsui, especial para o Estado - O Estado de S.Paulo

Especialistas do Comitê Brasileiro de Cores apontam que o próximo ano será marcado por tons metalizados e brilhos intensos

De Pedro Bazani, ambiente com móveis neutros para compor com a parede vibrante. O arquiteto alerta que cores fortes exigem atenção."O ideal é aplicá-las em objetos, que podem ser trocados e realocados com facilidade".

De Pedro Bazani, ambiente com móveis neutros para compor com a parede vibrante. O arquiteto alerta que cores fortes exigem atenção."O ideal é aplicá-las em objetos, que podem ser trocados e realocados com facilidade". Foto: Leo Fagherazzi/Divulgação

O catálogo de 2017 aponta a metalização e o brilho intenso como fatores determinantes. Assim, a cor gelo dá lugar aos prateados, os dourados ganham espaço e os verdes ficam ainda mais cintilantes. Mas o bege não fica atrás. “Em tempos de crise, as pessoas tendem a optar por cores que sugiram durabilidade”, diz Elizabeth Wey, presidente do CBC, Comitê Brasileiro de Cores.

A entidade a cada final de ano elege as cores-tendência para a próxima temporada, com o objetivo de oferecer inspiração para a confecção dos mais diversos produtos. Ao todo, o time do CBC é composto por 25 profissionais, incluindo designers, psicólogos e representantes da indústria, que definem as apostas de cores para cada ano, em sintonia com os movimentos internacionais. 

No caso dos ambientes domésticos, por exemplo, as 37 cores sugeridas podem servir de orientação tanto para a pintura de paredes como para a escolha de tecidos de revestimento. Apresentadas em três categorias distintas, as cores sugeridas são indicadas de acordo com perfis diversos de personalidade.

Pessoas com traços de “transformação”, por exemplo, tendem a ser mais estudiosas e sonhadoras e ter uma visão romântica. Para elas, as cores indicadas para o novo ano são as chamadas líquidas – tonalidades obtidas pela mescla de outras sem, no entanto, formar uma cor única. Um efeito que lembra o degradê.

Em projeto de Ana Yoshida, as cores são destacada pelos diferentes tipos de texturas. Ao lado, em outro projeto da arquiteta, efeito que Ana chama de mescla. “Gosto de misturar estampas de tecido, mantas e quadros. Além disso, é possível aplicar o efeito nas paredes, seja por meio da pintura, texturas e papéis.”

Em projeto de Ana Yoshida, as cores são destacada pelos diferentes tipos de texturas. Ao lado, em outro projeto da arquiteta, efeito que Ana chama de mescla. “Gosto de misturar estampas de tecido, mantas e quadros. Além disso, é possível aplicar o efeito nas paredes, seja por meio da pintura, texturas e papéis.” Foto: Sidney Doll/Divulgação

A segunda categoria, denominada “solarização”, é indicada para pessoas que apreciam o esporte e a natureza e, por isso, têm uma afinidade maior com elementos como terra e madeira. Daí as cores terrosas e quentes.

O terceiro perfil, definido como “expansão”, é caracterizado por reunir pessoas com afinidade por tecnologia, eficiência e praticidade. Para elas, os tons indicados são prata, aço e preto, com toques de vermelho ou azul-marinho. 

Mas, seja qual for a escolha, Elizabeth recomenda cuidado com a iluminação. “É indispensável dispor de boa iluminação, seja ela artificial ou natural. Caso contrário, o resultado nos ambientes pode ficar bem longe do esperado”.