Artista retrata corpos de mulheres para levantar a bandeira do feminismo

Natália Mazzoni - O Estado de S.Paulo

Cores sutis e formas orgânicas estão em cerâmicas e aquarelas assinadas por Anália Moraes

Anália Moraes retrata mulheres em peças de cerâmicas e ilustrações 

Anália Moraes retrata mulheres em peças de cerâmicas e ilustrações  Foto: Casa Dobra/Divulgação

Tudo o que já viu e viveu inspiram Anália Moraes, mas é na celebração do feminino que está a maior fonte de inspiração para executar seu trabalho à frente do Casa Dobra, estúdio de criação que a artista toca em parceria com seu namorado, Daniel Wood. “Falar do feminismo através das minhas criações é algo inevitável para mim, por eu ter a visão de mundo que tenho. E considero isso importante, é uma forma de lembrar e reafirmar que temos nosso lugar”, diz Moraes.

Incentivada por uma madrinha, Anália começou a desenhar logo na infância. Ainda adolescente, fez um curso técnico em Comunicação Visual e nas aulas de história da arte encontrou sua verdadeira paixão. Em 2013, foi assistente no ateliê do artista plástico Stephan Doitschinoff, e passou com ele quatro meses em residência artística na Chapada Diamantina. “Foi uma experiência intensa que trouxe referências que carrego até hoje em minhas criações. No fim das contas, tudo o que vivemos aparece de alguma forma naquilo que criamos”, conta.

Entre pinturas, ilustrações e peças de cerâmica, cores sutis e formas orgânicas estão em todos os trabalhos que levam sua assinatura. Presente em feiras de arte de pequenos produtores, Anália também produz peças sob encomenda. “Mais do que expressar meu senso estético, meu trabalho é falar sobre universo e perspectiva feminina. É o jeito de eu exercer a minha voz.”