Cobiçados pelo mercado, Jader Almeida e Zanini de Zanine apontam o caminho para jovens designers

Marcelo Lima - O Estado de S.Paulo

Eles ilustram bem o novo perfil do designer brasileiro: mais próximo da indústria, mas não menos atento à criatividade

Poltrona Nanda, de Zanini de Zanine

Poltrona Nanda, de Zanini de Zanine Foto: Divulgação

Um é catarinense; o outro, carioca. Em comum compartilham, além de carreiras de sucesso, destacadas participações em todas as edições do DW!. E este ano não vai ser diferente. Jader Almeida estreia na curadoria de exposições, assinando o segmento Brasil na mostra Casa Cor 3X Design, que acontece no Jockey Club, onde comenta a cena contemporânea nacional por meio de criações inéditas e peças ícones. Já Zanini de Zanine comparece ao festival em dose tripla: assina um ambiente completo para a Modernos e Eternos, concebe móveis de vidro para a mostra TRANSparências e expõe trabalhos recentes no Clubinho, da Vila Madalena. 

Você é considerado um dos designers mais bem sucedidos de sua geração. A quais fatores credita seu sucesso?

Jader Almeida: Sobretudo a parcerias corretas. O design é feito por muitas pessoas e a sintonia entre seus agentes é fundamental. Acho que ter um pouco de cautela e pensar a longo prazo também ajudaram bastante. Tudo somado, penso que foram esses os ingredientes que me ajudaram a chegar até aqui.

Zanini de Zanine: Sem dúvida à liberdade com que fui criado pelo meus pais e que me impele a experimentar sempre, tanto novas formas quanto novas matérias-primas, aumentando minhas chances de apresentar ao mercado informações inéditas e, consequentemente, produtos mais interessantes.

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O que faria de novo e o que evitaria na sua trajetória profissional?

JA: Tenho uma trajetória linear. Não achatada, mas constante. Nesse sentido, acho que tudo valeu a pena. Mesmo escolhas erradas em alguns momentos são válidas para formar uma visão mais ampla das coisas e construir uma base de experiências. 

ZZ: Faria de novo toda a pesquisa sobre artes plásticas que fiz em paralelo à minha atuação como designer. Evitaria trabalhar com algumas marcas e lojas que ainda não sabem valorizar o profisional.

A quais recursos o jovem designer deve recorrer para ampliar as chances de inserção no mercado? 

JA: Um bom portfólio e um plano de comunicação são recursos que podem dar visibilidade. As possibilidades de conexões, hoje, com redes sociais são fantásticas, mas o trabalho deve ter contundência. O mercado é muito seletivo, daí a importância de pensar nas várias esferas que envolvem a profissão. 

ZZ: Acredito que dispor de boas fotos para apresentar o trabalho é essencial. Ainda mais hoje, frente à revolução digital e ao avanço das redes sociais. Por isso, aqui no escritório nos preocupamos muito com a qualidade das imagens que veiculamos. No mais, o melhor caminho para se inserir – e se consolidar, o que pode ser inclusive o mais difícil – será sempre apresentar um trabalho genuíno, fiel à nossa cultura e à personalidade de cada um. 

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