Por acolhimento, a moradora desta casa de vila combina memórias de família e peças criadas por ela

Marina Pauliquevis - O Estado de S.Paulo

O sobrado, que se mostrou um feliz achado, havia sido recém-reformado e não precisou de nenhuma obra antes da mudança

Na sala, a mesa de centro foi feita pelo casal de moradores com pallets, rodinhas compradas em lojas de material de construção e vidro cortado sob medida

Na sala, a mesa de centro foi feita pelo casal de moradores com pallets, rodinhas compradas em lojas de material de construção e vidro cortado sob medida Foto: Zeca Wittner/Estadão

Foi por um golpe de sorte que a empresária Gabriela Lorenzetti chegou a esta charmosa casa na Vila Olímpia. Recém-reformada, ela havia acabado de ser colocada para locação quando Gabriela, depois de muito procurar, estava quase desistindo de morar em uma sonhada casa de vila. “A proprietária teve de se mudar de São Paulo e não pôde aproveitar a reforma que fez. Não precisei mexer em nada, só levei meus móveis. Foi um achado”, conta. 

Para decorar o sobrado, de 120 m², ela buscou inspiração no estilo escandinavo, de característica clean, sem abrir mão de seu gosto por objetos antigos. “Queria que a casa fosse muito acolhedora, como se ela abraçasse quem está nela.” Contribui bastante para criar essa sensação a parede com tijolos aparentes em toda a extensão do primeiro piso da casa, onde salas de TV e jantar e cozinha estão integrados. Coincidentemente, na casa anterior, a empresária também convivia com uma parede descascada.

Móveis e acessórios são preferencialmente em tons claros, como as almofadas da Cosi Home sobre o sofá. A marca de itens de decoração de Gabriela, aberta em 2013 em sociedade com Julie Couto, concretiza uma mudança em sua carreira. Formada em publicidade e depois em moda, ela trabalhava como estilista quando percebeu que seu caminho era outro. “Sempre gostei de design e, conforme fui amadurecendo, migrei para a decoração. Mas trouxe comigo a aprendizagem do mundo da moda, como o apreço pela estamparia e o cuidado com os acabamentos”, diz.

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Ela incrementou algumas peças que já tinha: duas das cadeiras do jantar ganharam uma capa de crochê, mesmo revestimento dos pufes que eram de sua mãe e agora estão na sala. Ali, a mesa de centro foi ela mesma quem fez, usando pallets, rodízios comprados em loja de material de construção e um tampo de vidro cortado sob medida. A estante em módulos que abriga a TV e o aparelho de som também foi invenção dela: módulos de madeira feitos por um marceneiro abrigam ainda livros e um vaso de plantas. “Queria encher a casa de plantas, mas, como não poderia cuidar de muitas, escolhi algumas que são de fácil manutenção, como a jiboia.”

A cozinha, pequena, mas cheia de armários, é perfeita para o dia a dia do casal, que gosta de receber amigos na área externa nos fundos da casa. Não à toa, o quintal tem uma mesa rústica de madeira com banco e churrasqueira para os encontros de fim de semana. Nem se percebe que atrás de um painel de ripas de madeira está “escondida” a lavanderia.

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A vida toda Gabriela morou em casa – com os pais e agora casada. Não poderia deixar de levar para o novo lar lembranças da família. Assim, na sala, logo que se entra na casa, o que se vê é a grande poltrona de couro, que foi da nonna. Ao lado do jantar, o antigo carrinho de chá, que era da outra avó, ganhou a função de bar. Memórias que ajudam a criar o ambiente confortável e acolhedor que a moradora buscava. 

Zeca Wittner/Estadão
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