Na mudança da casa de vila para um apartamento, antigos móveis ganharam novo uso

- O Estado de S.Paulo

Mistura de peças de diferentes estilos e épocas deu personalidade à decoração e garantiu o acolhimento que a família queria

A maioria dos móveis já estava na casa de vila onde Ana Paula Rezende vivia antes de se mudar para este apartamento. O carrinho de chá antigo era usado como bar e agora serve de apoio para plantas e acessórios

A maioria dos móveis já estava na casa de vila onde Ana Paula Rezende vivia antes de se mudar para este apartamento. O carrinho de chá antigo era usado como bar e agora serve de apoio para plantas e acessórios Foto: Zeca Wittner/Estadão

No 13.º andar de um edifício construído nos anos 70, nos Jardins, este apartamento se mostrou o lugar ideal para uma família que estava crescendo. O casal tinha um filho pequeno e já planejava outro, a casa de vila no Itaim não atendia mais às necessidades dos moradores. Sem dúvida os 270 m² do imóvel, a poucas quadras de avenidas importantes e ainda assim resguardado do barulho, eram um atrativo, mas o que conquistou a família foi a varanda ampla, aberta, com deque e jeito de quintal.

Mas um pouco da casa onde a família começou também acompanhou a mudança: praticamente todos os móveis antigos estão lá, alguns com nova roupagem, outros com novas funções. “O sofá na frente da TV, de veludo roxo, só recebeu uma capa impermeabilizada de linho cru e o carrinho de chá, que antes funcionava como bar, agora apoia flores e acessórios”, cita a moradora, a empresária Ana Paula Rezende.

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Acostumada a bater perna pela cidade atrás de achados de decoração, e apaixonada pelo tema, ela se associou à designer de interiores Guta Calazans para criar o escritório Pocket Decor, onde exercitam conceitos caros à dupla em projetos residenciais e comerciais, como o reaproveitamento de itens e o combate ao desperdício. “Queremos mostrar que é possível criar uma decoração com o que a pessoa já tem em casa, mudando coisas de lugar, pintando, trocando o revestimento, com projetos de rápida execução e baixo orçamento”, diz.

Em sua própria casa, a estratégia adotada foi a mesma. O piso de madeira de demolição, que já era do imóvel, foi mantido e confere o clima de acolhimento que o material costuma proporcionar. A mesa de jantar branca, da Micasa, foi combinada a cadeiras de três modelos, dois deles comprados em loja de móveis usados. O abajur com estrutura de vidro ganhou nova cúpula de tecido. “A mistura de peças de diferentes estilos e épocas dá personalidade e deixa a casa aconchegante, como deve ser. E isso se consegue com o tempo, sem pressa para comprar objetos apenas para preencher espaços”, acredita Ana Paula. / MARINA PAULIQUEVIS

Zeca Wittner/Estadão
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