Soja, ervilha e lentilha são boas alternativas para substituir o feijão

- O Estado de S.Paulo

A leguminosa, que teve alta de preço nos últimos meses, é rica em proteínas, fibras e vitaminas e tem baixo índice glicêmico

Foto: Felipe Rau/Estadão

Nas redes sociais, na fila do supermercado, na conversa com a família, só se fala disso: o preço do feijão. Em algumas regiões do Brasil, o valor do feijão tipo carioca chegou a aumentar 98% no primeiro semestre de 2016. Comprar feijão ficou mais difícil, mas não é por isso que se deve abrir mão de seus nutrientes.

Em entrevista ao programa Rota Saudável, da Rádio Estadão, o médico nutrólogo e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, Durval Ribas Filho, conta que é possível substituir a leguminosa sem perder nutrientes. "Quando se fala em leguminosas, a gente lembra das ervilhas, por exemplo, do grão de bico, da soja, e da lentilha. Mas eu diria que, de todos, substituir pela soja é o ideal, porque ela é um vegetal semelhante ao feijão, tem até uma quantidade maior de aminoácidos e, nutricionalmente, é uma otima indicação".

O nutrólogo conta que o feijão é muito importante pois possui "carboidrato, proteína, fibras e também é uma grande fonte de vitaminas do complexo B, além de ter um pouco de ferro, fósforo e magnésio. O feijão ainda tem uma coisa que às vezes passa despercebido pela população, que é o chamado índice glicêmico baixo. Ou seja, ele não favorece muito a liberação de insulina, isso significa que é muito bom pra saúde, até preventivo para não desenvolvimento de diabetes".

Ribas  ainda garante que a maneira como o feijão é preparado comumente, cozido, não altera suas propriedades.  Além da soja, que ele acredita ser o mais indicado para substituir o feijão, ele indica a ervilha, que é rica em vitaminas, ferro, cálcio e potássio. "Nem todo país tem o tradicional feijão, então eles utilizam a ervilha, a soja e a lentilha".

Todos os tipos de feijões sofreram alta nos preços, mas, sem dúvida, o carioca foi o mais afetado. Para quem não abre mão da leguminosa, é possível substituí-lo pelo feijão preto, que tem o valor mais em conta. Segundo o médico, eles são absolutamente semelhantes nas propriedades nutricionais.

Mesmo com os substitutos, o médico pede: "Assim que possível, voltar a comer o feijão, quando os preços ficarem mais acessíveis."