Pulseiras inteligentes ganham novas funções e aparência mais discreta

Humberto Abdo - O Estado de S.Paulo

Acessórios monitoram atividades físicas e cuidados específicos de saúde

Com visual discreto e várias opções de bracelete, o WellBe foi desenvolvido com um aplicativo que analisa seu estado emocional, níveis de estresse e sugere exercícios de meditação

Com visual discreto e várias opções de bracelete, o WellBe foi desenvolvido com um aplicativo que analisa seu estado emocional, níveis de estresse e sugere exercícios de meditação Foto: Divulgação

Normalmente feitas para acompanhar seu desempenho durante atividades físicas, as pulseiras inteligentes são uma alternativa mais básica àqueles que não se interessam em comprar um smartwatch, o relógio conectado à internet e com ferramentas similares às do celular. 

Disponíveis em vários modelos, as pulseiras tecnológicas variam de preço conforme a quantidade dos recursos capazes de coletar informações sobre a saúde do usuário. 

"Elas costumam monitorar o gasto de calorias, registrar o número de passos e até controlar a qualidade do sono", explica Aulus Sellmer, preparador físico e colunista do programa Rota Saudável da Rádio Estadão. "Em alguns casos também existe a opção de programar um 'treinador virtual', com alertas para quando a pessoa já não se movimenta há algum tempo", diz. 

Na categoria dos acessórios feitos para avaliar a qualidade do sono e dos treinos físicos, a linha Shine, da Swarovski, uniu a elegância dos cristais com a tecnologia da marca Misfit, responsável pelo sistema eletrônico. 

Outro dispositivo feito para "vestir", o WellBe recebeu financiamento coletivo pela internet e começou a ser vendido este ano nos Estados Unidos. Com visual discreto e várias opções de bracelete, ele foi desenvolvido com um aplicativo que analisa seu estado emocional, níveis de estresse e sugere exercícios de meditação. 

A pulseira tem dois métodos para visualização de batimentos cardíacos. A primeira verifica o coração em estado de repouso e a segunda considera o tempo entre cada batimento. Através de bluetooth, ela relaciona esses dados com um algoritmo que mede a incidência de estresse e em quais horários ela é mais comum. 

Utilizando materiais que não agridem o ambiente, a Leaf assume uma proposta parecida: com um pingente em formato de folha, que pode ser usado em pulseiras, colares ou preso na roupa, ela acompanha seu desempenho durante o sono e em atividades físicas, relacionando essas informações com o registro de sua respiração e ciclo menstrual. Um aplicativo customizado gera dados e tabelas com dicas para recuperar o bem-estar físico e emocional. 

Para exercícios e controle do sono, a Mi Band e a Samsung Gear Fit são as opções com o estilo mais discreto possível. Da fabricante chinesa Xiaomi, Mi Band tem uma bateria com duração de 30 dias e funciona em sincronia com um aplicativo para o sistema Android 5.0, além de ser resistente a água. A Gear Fit, talvez a mais próxima de um smartwatch, conta com recursos que conectam a pulseira ao celular, como visualização de notificações, emails e mensagens de texto. Feita em tela curva, tem pulseiras intercambiáveis disponíveis em várias cores. 

Em teste feito este ano pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (PROTESTE), a melhor pulseira do gênero é a Sony SmartBand SWR10, que, apesar de não ter tela nem funções como lembretes e registro de alimentação, possui bateria de cinco horas, precisão na contagem de passos e o aplicativo mais prático de todas que foram analisadas. Outro modelo recomendado pela análise foi a Fitbit Flex, que consegue monitorar o sono, enviar incentivos para se exercitar e permitir o registro manual de dados sobre refeição diária.