Projeto oferece atividades gratuitas e discute câncer de mama em SP

Ludimila Honorato - O Estado de S.Paulo

Coletivo Pink propõe compartilhamento de experiências e convida para oficinas de ioga, fotografia e escrita criativa

Coletivo Pink abre as portas na Casa das Rosas, em São Paulo, no segundo ano consecutivo do projeto.

Coletivo Pink abre as portas na Casa das Rosas, em São Paulo, no segundo ano consecutivo do projeto. Foto: André Velozo

Compartilhar os prazeres e as dificuldades de conviver com câncer de mama é, até certo ponto, uma prática terapêutica. Fazer isso pessoalmente é ainda mais preferível. Segundo uma pesquisa do Instituto Provoker, a pedido da Pfizer, mulheres que convivem com a doença preferem encontros presenciais com outras pacientes (47%) aos grupos virtuais (18%) para compartilhar experiências. Assim, pelo segundo ano consecutivo, o Coletivo Pink abre as portas para receber esse público e propor atividades educativas sobre o tema.

Com o mote "outubro além do rosa", o projeto tem o objetivo de lançar um olhar integral sobre a doença, levando em conta os aspectos do corpo, da mente e das emoções. Em funcionamento na Casa das Rosas desde o dia 1º deste mês, o espaço oferece serviços, oficinas, debates e propostas artísticas com atividades de teatro, cinema e música.

"A opção de abordar o câncer de mama por meio da arte passa pela percepção de que a doença vai além do corpo. Estamos falando de mulheres que se informam e vivem emoções durante o tratamento. Por isso, é fundamental ter um olhar integral, que leva em conta todos os aspectos do ser humano", diz Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer.

Exposição fotográfica conta histórias de quem convive ou já conviveu com câncer de mama.

Exposição fotográfica conta histórias de quem convive ou já conviveu com câncer de mama. Foto: André Velozo

Diversas organizações que atuam no campo da oncologia se aliaram à farmacêutica para o lançamento do projeto, que conta com uma programação dividida em três semanas temáticas. As atividades são realizadas sempre de terça-feira a domingo.

Em um mês no qual se fala tanto de cuidados preventivos e histórias de cura, faz parte da proposta dar visibilidade às mulheres que ainda convivem com o tumor, seja na fase inicial ou metastático. Para isso, o rosto de 30 pessoas está estampado painéis de uma exposição inspiradora, que também traz informações que desmistificam os tabus de quem enfrenta o câncer de mama.

Intitulada Frida e Artemisa, a coragem do Pink no Outubro Rosa, o nome da mostra faz uma homenagem a Elfriede Galera, conhecida como Frida, que enfrentou o câncer de mama metastático por aproximadamente dez anos, sempre com leveza, alegria e atitude positiva. Conheça mais sobre a história dela aqui.

Atividades gratuitas no Coletivo Pink

A cada semana, uma tema guia as atividades realizadas no Coletivo Pink. As vagas são limitadas e é preciso se inscrever previamente (clique aqui). Até o dia 6 de outubro, as oficinas incluem automaquiagem, crochê livre, ervas medicinais, produção de lenços artesanais e aula de ioga. Na segunda semana, de 8 a 13 de outubro, os participantes poderão aprender escrita criativa, bordado e fotografia para celular. Na terceira e última semana de atividades, de 15 a 20 deste mês, as propostas envolvem oficinas de macramê e danças circulares.

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Em todas as semanas, há ainda serviços como corte de cabelo solidário, em que se pode doar os fios para confecção de perucas, shows gratuitos de música, apresentação teatral e cinema com mostra de filmes ligados ao universo feminino e às temáticas em discussão durante o projeto.

Serviço

Projeto Coletivo Pink - Por um Outubro Além do Rosa

Duração: De 1 a 20 de outubro de 2019, sempre de terça-feira a domingo

Horário: terça-feira a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 10h às 18h

Endereço: Avenida Paulista, 37, Bela Vista, São Paulo (próximo ao metrô Brigadeiro)

Inscrições: www.coletivopink.com.br