'Junho Vermelho': Campanha espalha grafites para chamar atenção para doação de sangue

Redação - O Estado de S.Paulo

Movimento é organizado pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e Associação Brasileira de Talassemia 

Campanha 'Julho Vermelho' espalha grafites para chamar atenção para importância da doação de sangue

Campanha 'Julho Vermelho' espalha grafites para chamar atenção para importância da doação de sangue Foto: Raphael Felisbino de Jesus

Os bancos de sangue de todo o Brasil costumam apresentar uma defasagem no período de inverno. Com a pandemia de covid-19, em que as pessoas estão com receio de se contaminar ao sair de casa, esse cenário é ainda mais desafiador. 

Por isso, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) e a Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta) decidiram dar mais visibilidade para a campanha 'Junho Vermelhor' e espalhar grafite. Desde maio, as entidades promovem a campanha “A pandemia parou o mundo. Mas a esperança não pode parar. Doe Sangue. Salve Vidas!”, para incentivar a doação.

A obra foi realizada em um muro da estação Pinheiros do metrô de São Paulo, localizado no canteiro central, entre as pistas expressa e local da Marginal do Pinheiros.

O grafite pode ser visto por quem passar pelo corredor que integra a Linha 4-Amarela com a Linha 9-Esmeralda, além dos motoristas que circularem pela via. “Apoiamos iniciativas comprometidas com o bem-estar de toda população, como essa campanha, tão fundamental neste momento delicado de pandemia que estamos atravessando”, afirma Juliana Alcides, gerente de comunicação e sustentabilidade da ViaQuatro. O grafite é do artista Tito Ferrara e tem uma área total de 73,83 m².

Doação de sangue costuma diminuir durante o inverno

Doação de sangue costuma diminuir durante o inverno Foto: Tito Ferrara

Em 2020, por causa do novo coronavírus, houve queda de aproximadamente 20% no número de doações de sangue. “A reposição frequente dos estoques é necessária para tratar anemias crônicas, nos procedimentos de urgência, acidentes que causam hemorragias, complicações da dengue, febre amarela, tratamento de câncer e outras doenças graves. Queremos mostrar a segurança do procedimento e que há milhares de pacientes que necessitam deste ato de amor”, explica a presidente da Abrale, Merula Steagall.

A campanha já conta com 10 estados parceiros; com 70 postos de coleta mapeados; apoio da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular); das empresas ligadas à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) - EMTU, CPTM, Metrô, ViaQuatro, ViaMobilidade, 99 e Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ). 

Os locais de doação estão preparados e higienizados para receber o público. Com as restrições da pandemia, há esquemas especiais para evitar aglomerações.

Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e a Abrasta – Associação Brasileira de Talassemia realizam campanha para doação de sangue

Abrale – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia e a Abrasta – Associação Brasileira de Talassemia realizam campanha para doação de sangue Foto: Tito Ferrara

Para a doação, é necessário ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos. Para menores de 18 anos, é necessário o consentimento dos responsáveis. O modelo estará disponível no hemocentro

A pessoa também precisa pesar mais de 50kg e levar um documento de identidade original, com foto recente. É recomendado ligar no hemocentro ou ponto de coleta mais próximo e agendar um melhor horário, para evitar aglomerações.

“Quem teve a doença (covid-19) pode doar sangue depois de 30 dias da cura”, afirma a hematologista Sandra Loggetto, integrante do Comitê Médico da Abrasta. Algumas situações também impedem que as pessoas estejam definitivamente aptas a doar. “Quem teve hepatite depois dos 11 anos, ou aquelas pessoas que têm alguma doença transmitida pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, doença de Chagas, doenças causadas pelos vírus HTLV 1 e 2, quem tem malária ou utiliza drogas ilícitas estão impedidas de doar”, acrescenta.

O presidente da Abrasta, Eduardo Fróes, reforça que a doação é segura e qualquer pessoa, um dia, pode precisar de uma transfusão. “Segundo a OMS, o Brasil está abaixo do número de doadores ideal para um sistema de doação saudável”, destaca.

As informações completas da ação, e sobre a doação de sangue, podem ser vistas no site da campanha.