Fundo mobiliza sociedade para fortalecer sistema público de saúde no Brasil; saiba como ajudar

Camila Tuchlinski - O Estado de S.Paulo

Grupo cria canal para doações diretas para entidades como Fiocruz, Hospital das Clínicas e Santa Casa de São Paulo

Grupo cria canal direto para que sociedade civil e entidades filantrópicas façam doações diretas para instituições como Fiocruz, HC-SP e Santa Casa de Misericórdia.

Grupo cria canal direto para que sociedade civil e entidades filantrópicas façam doações diretas para instituições como Fiocruz, HC-SP e Santa Casa de Misericórdia. Foto: Pixabay

Com o avanço do coronavírus no Brasil, entidades médicas estão preocupadas com a falta de insumos, como luvas, máscaras, respiradores e equipamentos para fortalecer o sistema público de saúde do País. 

Para ajudar, o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), o Movimento Bem Maior e o BSocial criaram uma forma rápida, fácil e confiável para as pessoas doarem para hospitais beneficentes e instituições de ciência e tecnologia. 

“O combate ao coronavírus extrapola ações governamentais e, superar a pandemia, depende de um compromisso de toda sociedade, exigindo articulação entre os setores público, privado e organizações da sociedade civil”, diz o comunicado do grupo que criou o Fundo Emergencial para Saúde - Coronavírus Brasil.

Inicialmente, as entidades beneficiárias do Fundo são a Fiocruz, o Hospital das Clínicas de São Paulo e a Santa Casa de São Paulo, além da Comunitas, organização que está adquirindo respiradores a serem entregues aos hospitais do SUS.

Outros beneficiários podem ser agregados posteriormente. As doações serão revertidas em:

- Respiradores;

- Testes para diagnóstico de infecção por coronavírus;

- Equipamentos para UTI (cardioversores, aspiradores de secreção, monitores, etc);

- Equipamentos hospitalares (cadeiras de rodas, camas, macas, etc);

- Materiais para médicos e enfermeiros (aventais, máscaras, toucas, luvas, etc);

- Medicamentos.

O objetivo é respeitar a lista de prioridades previamente aprovada com as instituições e com posterior prestação de contas. “Em momentos de crise a gente sente, também, o melhor da sociedade. O Hospital das Clínicas de São Paulo se preparou para esse momento, mas todo o apoio é necessário para garantir que a gente consiga cumprir nossa missão e atender a população da melhor forma possível. Ações como essa doação mostram como nossa sociedade é solidária. Assim podemos seguir em frente, sabendo que teremos os recursos para ajudar a salvar vidas”, declara Antonio José Rodrigues Pereira, superintendente do HCFMUSP.

O grupo instituidor do Fundo, por meio de uma Nota Pública, está fazendo um chamamento especial à comunidade de filantropos e empresas a também doarem para fortalecer o sistema público de saúde no combate ao coronavírus.

Para doar, você pode acessar o site clicando aqui.

“O Brasil e os brasileiros precisam de todos. Temos visto exemplos maravilhosos de solidariedade e agora oferecemos um caminho seguro àqueles que desejam contribuir para fortalecer nossa rede de Saúde”, explica Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

A CEO do Movimento Bem Maior, Carola Matarazzo, afirma que toda a ajuda será bem-vinda para combater o coronavírus e cuidar das vítimas. “Estamos vivendo uma crise singular e nosso sistema de saúde precisará de toda ajuda para enfrentá-la. Em momentos como esse, a responsabilidade de contribuir passa a ser de todos, sobretudo dos mais afortunados, afinal, se o sistema de saúde colapsar, o país todo vem junto”, afirma

A cofundadora da plataforma BSocial enfatiza que uma das pretensões é facilitar o acesso para quem quer doar, mas não sabe como fazer isso de forma segura. “A BSocial é um canal de captação facilitador, uma ferramenta que permite que o usuário faça uma doação de forma rápida, fácil e segura. Acessando a plataforma e clicando no link que leva ao Fundo Emergencial para a Saúde, o doador escolhe o valor, a forma de pagamento e finaliza a sua doação. A plataforma envia o recurso diretamente para a conta do fundo”, explica Maria Eugênia Duva Gullo.