Formigamento nas mãos pode ser sintoma de doença; entenda

Paulo Beraldo - O Estado de S.Paulo

Síndrome do Túnel do Carpo afeta 150 mil pessoas por ano no Brasil

Bom posicionamento do punho e postura correta podem ajudar a prevenir o problema.

Bom posicionamento do punho e postura correta podem ajudar a prevenir o problema. Foto: Pixabay

Você já sentiu formigamento nas mãos ao fazer atividades corriqueiras do seu dia a dia? Quando levanta uma jarra de suco, dirige o carro ou usa um tablet ou celular? Cuidado. Formigamento na palma das mãos, pontadas nos dedos e até dores nessa região podem ser sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo, doença que afeta 150 mil pessoas por ano no Brasil.

A fisioterapeuta Walkiria Brunetti alerta que se o formigamento não acontece com frequência e desaparece poucos minutos depois de acontecer, não há motivo para preocupação. "Mas, se a pessoa sentir sempre que for fazer um determinado movimento, é melhor procurar ajuda médica", orienta. 

O primeiro passo, segundo Walkiria, é diferenciar se o desconforto vem de um problema na coluna cervical ou da região da mão. Há exames específicos para confirmar a presença da síndrome, causada por atividades repetitivas, uso excessivo do punho e má postura.  

A doença ocorre pela compressão do nervo que passa por um canal estreito no punho, chamado Túnel de Carpo, explica a fisioterapeuta. Alterações hormonais motivadas pela menopausa e pela gravidez também podem desencadear a síndrome - por isso, mulheres de 35 a 60 anos são mais suscetíveis. 

Como identificar? Para evitar ter a doença ou para amenizar as dores, a fisioterapeuta recomenda ajustes na altura da mesa de trabalho, na postura corporal e na posição da mão e do punho.  

Segundo Walkiria, há aumento em problemas relacionados à mão nos últimos anos. "As pessoas podem ficar horas em posições erradas e nem percebem. É bom parar de tempos em tempos para fazer um pequeno alongamento, para se movimentar um pouco", sugere. 

A sugestão é, sempre, prevenir e não deixar as dores se agravarem. "Logo no começo é bom procurar ajuda para fazer um diagnóstico. No início, é muito mais fácil tratar. Em alguns casos, as pessoas chegam a perder força e até cirurgia é necessária", alerta.