Falta de iodo durante a gravidez pode afetar inteligência do bebê; saiba como se prevenir

- O Estado de S.Paulo

Veja quais alimentos são indicados e quando é necessário tomar suplementos

  

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A preocupação com o desenvolvimento do feto durante a gravidez faz com que muitas mães mudem radicalmente a dieta. O iodo, por exemplo, é um elemento importante para qualquer pessoa, mas é ainda mais essencial na alimentação das gestantes.

Segundo estudos da Universidade de Surrey, no Reino Unido, a deficiência da substância durante a gravidez pode ter efeitos negativos na inteligência do bebê. 

A pesquisa mediu a concentração de iodo na urina de 1.040 mulheres grávidas, que foram divididas em dois grupos: as que apresentavam concentração igual ou maior que 150 microgramas de iodo para cada grama de urina - recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) -, e as que tinham deficiência da substância.

Quando os filhos dessas mulheres completaram oito anos, eles foram submetidos a um teste de QI. Aos nove anos de idade, foi testada a capacidade deles de leitura. Os resultados foram ajustados a fatores externos - como nível de educação dos pais e amamentação - e revelaram que os filhos das mulheres com deficiência de iodo tinham significativamente mais chances de terem notas baixas em QI verbal, precisão de leitura e compreensão de leitura.

Segundo Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra, os brasileiros em geral têm deficiência de iodo. No entanto, como isso é mais grave para as gestantes, elas precisam ficar atentas. "Existem exames de urina para medir a dosagem de iodo e descobrir se há necessidade de suplementar", explica o médico.

Alimentos. Uma boa forma de manter o nível de iodo recomendado pela OMS é consumir peixes e frutos do mar, que costumam ser ricos na substância. O sal de cozinha também é iodado, mas o consumo em excesso é perigoso, pois pode causa hipertensão, explica Mantelli.

"Vale a pena sempre manter uma dieta balanceada, e o médico pode indicar ou mandar manipular algum suplemento de iodo. Nem todas as grávidas vão precisar", afirma o médico. Ele alerta que a automedicação é perigosa, já que o excesso da substância pode causar, por exemplo, distúrbios na tireóide.