Exercite-se sem fadiga muscular

- O Estado de S.Paulo

Enquanto o praticante trabalha aquém do limiar, seu corpo utiliza o oxigênio proveniente da respiração a fim de gerar a maior parte da energia que vai para os músculos

Para melhorar o desempenho no longo prazo, faça blocos de atividade com intervalos entre um e outro

Para melhorar o desempenho no longo prazo, faça blocos de atividade com intervalos entre um e outro Foto: Elvert Barnes/ Creative Commons

Quando se pratica exercícios físicos, um dos pontos fundamentais para um bom rendimento é respeitar os limites entre o trabalho aeróbio e o anaeróbio do organismo. A partir do momento em que a barreira é ultrapassada, o exercício pode levar à fadiga muscular, gerando dores e diminuindo o desempenho.

Enquanto o praticante trabalha aquém do limiar, seu corpo utiliza o oxigênio proveniente da respiração a fim de gerar a maior parte da energia que vai para os músculos. Nessa fase, o organismo consegue metabolizar todo o ácido lático que produz. Porém, a partir do momento em que a barreira é atravessada, a produção de ácido lático cresce e se acumula nos músculos, já que o corpo não dá conta de eliminar toda a quantidade gerada.

O preparador físico e colunista do programa Rota Saudável, da Rádio Estadão, Aulus Sellmer, afirma que o limite de cada pessoa pode ser descoberto de duas maneiras. “Você pode fazer um teste, chamado de ergoespirométrico, o que é mais indicado. Ou então, de uma maneira mais indireta, quando sua respiração ficar ofegante você estará bem próximo de cruzar a linha”, informa.

Para melhorar o desempenho no longo prazo, o especialista aconselha os praticantes de exercícios físicos a fazerem blocos de atividade com intervalos entre um e outro. Segundo Sellmer, “se houver um trabalho nesse sentido, de fracionar o treino, o atleta consegue empurrar esse limite cada vez mais para frente. Assim, você vai conseguir fazer um exercício de alta intensidade sem utilizar as reservas anaeróbias”.

O acúmulo de ácido lático é prejudicial ao corpo pois, ao mesmo passo que se acumula no organismo, impede a chegada de oxigênio aos músculos. “É aí que começa a fadiga muscular. O atleta até consegue continuar na atividade por um tempo, mas uma hora os músculos entram em colapso, causando cãibras e dores”, sintetiza o preparador físico.