Evolução das opções de tratamento aumentam as chances de cura do câncer

- O Estado de S.Paulo

Hoje, no Dia Mundial do Câncer, especialista fala sobre os novos recursos no combate à doença

Novos tratamentos para o câncer aumentam as chances de cura

Novos tratamentos para o câncer aumentam as chances de cura Foto: Moodboard/Corbis

Ainda hoje, o diagnóstico de câncer causa temores e inseguranças entre pacientes e familiares. No entanto, os exames para detecção da doença precocemente e os tratamentos evoluíram, aumentando as chances de cura. Para a Mariana Laloni, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, os pacientes diagnosticados com câncer estão cada vez mais se beneficiando dos novos recursos, que surgem em diferentes formas terapêuticas - cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e imunoterapia.

A especialista considera fundamental a conscientização da população para a importância da prevenção e adoção de medidas de redução dos fatores que podem aumentar o risco individual ou, quando isso não é possível, detecção da doença em fase inicial, o que é feito por meio de um bom acompanhamento médico periódico e nunca negligenciando sinais ou sintomas que o paciente possa apresentar.

Um estudo publicado pela revista inglesa The Lancet, aponta que o Brasil aumentou a sobrevida de pacientes diagnosticados com câncer de mama e de próstata. A pesquisa, que abrangeu 67 países, concluiu que, no País, a expansão do acesso da população a serviços de saúde e exames para detecção e tratamentos foram os fatores que impulsionaram esse avanço.

De acordo com a especialista, a quimioterapia continua sendo um dos tratamentos mais indicados e utilizados, porém vêm surgindo alternativas à sua utilização.

Uma delas é a imunoterapia. "Ao contrário da quimioterapia, que mata as células do organismo e dificulta ou impede a sua reprodução, a imunoterapia ativa o nosso próprio sistema imunológico. A partir disso, células do nosso próprio sistema de defesa passam a reconhecer que a célula tumoral é uma célula estranha (com defeito) e ativam o sistema para destruir as células tumorais", salienta a especialista.

Ainda de acordo com a médica, embora esse tratamento seja relativamente novo, ele já está sendo usado no Brasil em algumas patologias como o melanoma. "Algumas pesquisas apontam que a imunoterapia tem trazido ótimos resultados, principalmente para cânceres de pulmão, rim e melanoma", diz. "Uma das principais vantagens da sua adoção é que, mesmo após o fim do tratamento, a imunidade do paciente pode continuar respondendo a células tumorais, diminuindo a recidiva de tumores e aumentando o tempo livre de progressão da doença", conclui.

Consultoria: Hospital 9 de Julho