Entenda o que é o linfoma não-Hodgkin, câncer que acometeu Edson Celulari

Anita Efraim - Especial para O Estado de S. Paulo

Dilma Rousseff e Reynaldo Gianecchini também já contraíram a doença

Foto: Reprodução/ Instagram

Todo o público foi pego de surpresa com a foto postada por Edson Celulari na última segunda-feira, 20, que revelou que o ator começaria seu tratamento para curar um linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer. 

"O linfoma não-Hodgkin, na verdade, engloba um grande grupo de doenças neoplásicas, isto é, cânceres, com origem nos linfonodos", explica Ricardo Caponero, da CLINONCO, clínica especializada em oncologia.

Por ser uma doença cancerígena, se não tratada de forma correta, pode levar o paciente à morte. "Os linfomas espalham-se pelo corpo, comprometem vários grupos de gânglios linfáticos e podem se espalhar para o fígado, baço e medula óssea", afirma o oncologista. 

Os principais sintomas do linfoma não-Hodgkin são o aumento de linfonodos, ou seja, gânglios linfáticos no pescoço, axilas ou virilha, excesso de sudorese noturna, febre, coceira na pele e perda de peso sem motivo aparente. 

Há poucos fatores de risco que levam ao desenvolvimentos da doença, mas alguns dos conhecidos são: sistema imune comprometido, exposição química e exposição a altas doses de radiação. Para a prevenção, as recomendações são as mesmas que para a maioria dos tipos de câncer, como ter uma dieta rica em verduras e frutas.

Caponero explica que a suspeita do surgimento do linfoma não-Hodgkin pode ser feita por um médico, mas, para a confirmação do diagnóstisco, é essencial fazer o exame anatomopatológico, isto é, a análise do material de biópsia. 

"Geralmente se retira um linfonodo inteiro para permitir o diagnóstico adequado e os exames complementares de imuno-histoquímica, citogenética e, eventualmente, testes moleculares", explica o oncologista. "Depois de feito o diagnóstico, o passo seguinte é o estadiamento da doença, geralmente feito pelo exame de PET-CT (Tomografia Computadorizada com emissão de pósitrons)."

Outras personalidades como Dilma Rousseff, Reynaldo Gianecchini e Luiz Fernando Pezão também foram vítimas da doença. No entanto, Caponero explica que cada caso do linfoma não-Hodgkin deve ser analisado de forma individual. "Apesar de originários dos linfonodos, os linfomas podem se originar de células linfoides de diferentes linhagens e em diversos graus de maturação, consistindo portanto, doenças de diferentes comportamentos clínicos", diz o médico. 

"Além da doença, a apresentação clínica pode se dar em fases distintas da evolução e também pode acometer pacientes com situações clínicas variadas. Isso faz com que cada caso deva ser analisado individualmente quanto ao prognóstico e melhor forma de tratamento", afirma.

A quimioterapia e a radioterapia são as modalidades mais importantes no tratamento da doença. Os remédios, sua quantidade e o tempo de tratamento dependem do tipo do linfoma e em que estágio do câncer o paciente está. Em algumas situações, o transplante de medula óssea pode ser importante.