Dia nacional de prevenção à pressão alta conta com mutirões na Paulista e na Sé

Felipe Saturnino* - O Estado de S.Paulo

Doença acomete mais de um terço dos adultos no Brasil, segundo Sociedade Brasileira de Hipertensão

"É sempre relevante fazer os diagnósticos ao medir a pressão", afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Luiz Bertolotto.

"É sempre relevante fazer os diagnósticos ao medir a pressão", afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Hipertensão, Luiz Bertolotto. Foto: frolicsomepl/Pixabay

Com o objetivo de conscientizar a população sobre uma doença conhecida dos brasileiros, comemora-se nesta quarta-feira, 26, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data reunirá mutirões de saúde e contará com ações de conscientização sobre o assunto. Em São Paulo, esses eventos ocorrerão na Avenida Paulista e na estação Sé.

No centro de São Paulo, haverá o mutirão chamado Saúde é Atitude, que continuará também durante a quinta-feira, 27. A iniciativa é uma parceria entre a farmacêutica Libbs e o Metrô.

Na Avenida Paulista, a própria Sociedade Brasileira de Hipertensão fará a campanha Menos Pressão, das 8 às 17h, em frente ao Conjunto Nacional. Em ambas oportunidades, médicos especialistas no tema atenderão a pacientes e a população também poderá medir a pressão arterial gratuitamente, obter orientações nutricionais e de atividades físicas.

A hipertensão é uma doença que, em 2015, atingiu mais de 30 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2016, a pasta divulgou uma estatística em que identificava um quarto dos brasileiros como hipertensos. A SBH afirma, hoje, que 32,5% da população adulta brasileira é acometida pela doença.

Ainda de acordo com a SBH, o quadro clínico é responsável, atualmente, por 40% dos infartos, 80% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 25% dos casos de insuficiência renal do País.

Segundo Luiz Bertolotto, porta-voz e diretor da instituição, a alta porcentagem tem diversas razões. “O fator genético é a principal causa de hipertensão e, como a população afrodescendente é mais propensa a ter pressão alta, pela miscigenação que temos, a tendência para que isso ocorra é maior”, afirma ele. “Mas o nível de obesidade, sedentarismo e consumo de sódio na alimentação também são fatores importantes.” 

Algumas atitudes são fundamentais para a prevenção. "Deixar o sedentarismo para realizar atividades físicas, diminuir o consumo de sódio e comidas gordurosas, além de fazer diagnósticos, são importantes", diz Bertolotto.

Ainda assim, mutirões e ações de conscientização nem de longe bastam para que a população hipertensa no Brasil seja reduzida. “São eventos necessários como alerta, mas não são suficientes”, pondera Bertolotto. “De qualquer forma, é sempre relevante fazer os diagnósticos ao medir a pressão”, conclui.

 

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais