Convivência pacífica: vida social e dieta podem andar juntas

- O Estado de S.Paulo

Nutrólogo dá dicas para quem quer manter a forma mas não abre mão do happy hour

Para combinar álcool com dieta a recomendação é moderar na quantidade

Para combinar álcool com dieta a recomendação é moderar na quantidade Foto: Estadão

O álcool é uma substância muito calórica, só perde para a gordura. Por isso, é inimigo de qualquer dieta. Mas, calma. Para quem não abre mão do happy hour, nem quer descuidar da boa forma, há esperanças. De acordo com o nutrólogo do Hospital Villa Lobos, André Veinert, dá para manter uma dieta equilibrada sem abolir o álcool. Basta ter moderação. "Sempre é preciso moderar. Qualquer coisa que você exagere na sua alimentação não é legal, vai trazer malefícios", lembra. 

O especialista explica que, com exceção das pessoas que têm doenças restritivas ao consumo de álcool, de uma forma geral, dá para manter a vida social e a dieta. Mas é importante também que tudo esteja aliado à prática de exercícios físicos.

E na hora de escolher a bebida a tomar? Sempre fica aquela dúvida de que a cerveja dá barriga e que engorda mais que o vinho. Veinert explica que essa afirmação é mito. "Na verdade, se você pegar uma lata de cerveja e uma taça de vinho, as quantidade calórica é bem semelhante. "A diferença é que ninguém consome apenas uma lata de cerveja", justifica o nutrólogo.

É bem verdade que em uma tarde de churrasco uma pessoa é capaz de consumir mais de mil calorias só de álcool. "Mas não é tomando uma lata de cerveja, uma taça de vinho ou uma dose de cachaça ou de uísque que a pessoa vai acabar engordando. O que pode contribuir para o aumento de peso, além do álcool, é aquilo que você consome para acompanhar a bebida. Num churrasco, por exemplo, tem muita carne, muito sódio, muita massa, e arroz", alerta.

Além disso, existe ainda aquela impressão de que beber dá mais fome. Segundo o nutrólogo é verdade, já que o nosso organismo absorve o álcool muito mais rápido do que nosso fígado tem capacidade de metabolizá-lo. "Ele começa a ser absorvido no esôfago. Então, antes de chegar no estômago, o álcool já começa a ser absorvido no organismo", revela. Para piorar a situação, o fígado têm preferência em metabolizar primeiro o álcool do que a gordura ou a glicose. "Ele vai trabalhar primeiro encima desse álcool, deixando a gordura - que é uma fonte de energia e que o organismo utilizaria primeiro - armazenada", completa.

Para piorar a situação, o álcool vai entrar em uma cadeia que impede a metabolização de glicose. O corpo começa a sentir falta da glicose, que é uma outra fonte de energia para o organismo. Da-se, então, a hipoglicemia. "A pessoa começa a sentir tontura e mais fome. O corpo manda um sinal para o cérebro de que é preciso consumir mais alimento para repor o que está faltando. Por isso, sentimos mais fome quando tomamos bebida alcoólica em excesso", diz o nutrólogo.

Ouça a entrevista completa do nutrólogo André Veinert ao programa Rota Saudável da Rádio Eldorado e descubra mais dicas sobre dieta.