Como evitar intoxicação alimentar nas festas de fim de ano?

Redação - O Estado de S.Paulo

Bactérias, fungos, vírus e toxinas podem estragar a noite de confraternização; confira

Saiba como evitar intoxicação alimentar nas festas de fim de ano 

Saiba como evitar intoxicação alimentar nas festas de fim de ano  Foto: Pixabay/pictureday

Com a variedade de alimentos ofertados durante as festas de fim de ano, todo cuidado é pouco para não sofrer com intoxicação alimentar. Bactérias, fungos, vírus e toxinas podem estragar a noite de confraternização e, normalmente, estão nos alimentos crus e preparados sem os devidos cuidados.

“A intoxicação alimentar é uma doença causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E. coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, parasitas, por fungos ou toxinas. A contaminação ocorre durante a manipulação, preparo, conservação e/ou o armazenamento da água ou dos alimentos”, explica a médica alergista e imunologista Brianna Nicoletti, formada pela Universidade de São Paulo (USP). 

Os primeiros sintomas podem surgir poucas horas após a ingestão de algo contaminado, variando de acordo com o microorganismo causador: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas e mal-estar.

“O intervalo, no geral, vai de duas a 72 horas para o início dos sintomas. Nos quadros mais graves, ocorrem queda da pressão arterial, desidratação e perda de peso”, afirma Brianna Nicoletti.

O primeiro passo, ao sentir um dos sintomas, é fazer repouso e ingerir muito líquido, como água, água de coco e isotônicos, e evitar bebidas gaseificadas com excesso de sódio. “Quando há risco de desidratação, com vômitos e diarreia, há medicamentos para controlar as náuseas e é necessário procurar ajuda médica para repor líquidos e sais por via endovenosa”, indica a imunologista.

A boa notícia é que a grande maioria das intoxicações são consideradas leves e duram poucos dias. “As infecções bacterianas com colites e desidratação podem durar mais tempo. E, eventualmente, poderá ser necessário tratamento mais prolongado com antibiótico”, explica. 

Também é preciso tomar cuidado com alimentos que possam causar alergias, como camarão, frutos do mar, amendoim, castanhas; nas crianças, são leite, ovo, soja, milho e trigo. 

Como prevenir a intoxicação alimentar?

Os maiores causadores da intoxicação alimentar são ovos, principalmente pouco cozidos ou crus, massa folhada, leite, peixe e frutos do mar, carnes de porco ou processadas e embutidas, e legumes e frutas lavados com água contaminada.

Para evitar as contaminações, é necessário ter cuidado a água. “A prevenção das intoxicações está diretamente associada ao saneamento básico, ou seja, à boa qualidade da água para o preparo dos alimentos; aos cuidados ao cozinhar e armazenar, isto é, o modo de embalar e conservar em freezer ou geladeira; e a medidas básicas de higiene de quem os consome, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro”, explica a especialista.