O hatha yoga tem como fundamento três escrituras, o SHIVA SANHITA, o GERANDHA SANHITA e o HATHA YOGA PRADHIPIKA.

Escrituras estas que tratam exclusivamenre de descrições de posturas, de suas origens e de como executá-las de forma e em locais e horários apropriados.

O estudo destas escrituras é recomendo para as pessoas que querem fazer um mergulho mais profundo no yoga, para que possam compartilhar suas experiências.

Ao estudar mais, somos orientados a ler, praticar e mergulhar nas várias maneiras diferentes com que são interpretadas estas escrituras, pois diferentes Mestres as interpretam de maneiras adversas. E, a partir dessas diferentes interpretações, nascem as vertentes desta prática, que, para o leigo, muitas vezes se tornam antagônicas. Mas, na verdade, são a mesma coisa, vista pelo prisma de diferentes pessoas, em épocas, regiões, costumes e culturas diversas.

Com o aparato da experiência, podemos escolher com mais tranquilidade que estilo de hatha yoga tem a ver com as nossas aspirações e crenças. Assim, podemos fazer um melhor uso desta proposta de autoconhecimento. YOGA, como sabemos, quer dizer união. A união da parte com o todo, o microcosmo expressando o macrocosmo, o ser individual manifestando o ser pleno (deus).

Dessa forma, o hatha yoga se faz entender através das posturas físicas, que são propostas pelas escrituras. Por isso, é unânime entre as várias técnicas que o yoga deve ser praticado de maneira interna – e não externa, ou seja, a performance das posturas é pessoal e cada ser expressa a postura de acordo com o entendimento corpóreo que tem.

À medida que vamos lapidando nosso entendimento, vamos aperfeiçoando as posturas, não em aparência, mas, sim, em profundidade. Assim, conseguimos atingir cada vez mais os benefícios físicos, mentais, emocionais e energéticos que os Rishis (sábios videntes), criadores ou materializadores destas posturas, atingiram seguindo suas  percepções do ser (pessoa), do mundo (planeta) e do universo (deus).

O aprimoramento dos asanas (posturas físicas) vem através da prática constante e consciente, que busca executar cada movimento com o máximo de consistência possível, ou seja, visualizando mentalmente cada movimento articular, muscular, neural e respiratório.

É claro que para chegarmos num estagio de libertação real, precisamos não só de dedicação, mas também de orientação de várias vertentes. É interessante aprender um pouco de anatomia, filosofia e de como funcionam os orgãos internos do corpo humano, de preferência com orientadores confiáveis, e não só com livros. É também muito proveitoso participar de grupos de estudo, para discutir as diversas visões sobre cada tema.

O hatha yoga não é apenas exercício físico, como ginástica. É, sim, composto por uma série de posturas físicas que têm como objetivo alcançar um fim maior, que é o autoconhecimento.

 

NAMASTÊ!