Na semana passada, o Estadão publicou uma matéria sobre artistas veteranas, com mais de 90 anos, que estavam sendo homenageadas em livros e retrospectivas por seus trabalhos como pintoras. Além do brilhante talento dessas artistas, o texto deu destaque sobre o quanto elas foram injustamente esquecidas. Uma frase me chamou a atenção: “Guarnieri (Marcelo Guarnieri, curador) descobriu sua vocação por resgatar valores num país cuja memória é por vezes curta demais”.

Realmente, vivemos em uma sociedade que valoriza o novo, o jovem, o inovador e despreza o experiente, o passado. Isso é uma completa burrice, pois como disse o crítico e jornalista francês, Jean Baptiste Alphonse Karr: “Não honrar a velhice é demolir, de manhã, a casa onde vamos dormir à noite”.

Gosto de pensar que todos nós temos um talento, mesmo que não seja reconhecido por críticos de arte e nem rendam matérias de jornais. E, para exercitá-los basta lembrar que o corpo envelhece, a alma não.

Por isso, recomendo buscar atividades (artísticas ou não) que deem prazer, alegria e faça realmente você feliz. Isso é talento. Platão disse que “devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice”.

Inspirados nestas artistas veteranas, devemos buscar aprimorar nosso talento seja ele na culinária, na pintura, na música ou mesmo naquele jeitinho especial de contar histórias interessantes para os netos.  Descubra o seu e viva mais e melhor.