Recentemente li um artigo de um médico chamado John Whyte, do Discovery Channel, que me chamou a atenção. Nele, Whyte diz que a maioria das pessoas sente a necessidade de sair do consultório com a receita de um remédio, mesmo que de fato não precise. A prescrição de um medicamento é, para muitos pacientes, uma espécie de certificado pela sua providência em procurar um especialista ou mesmo um protocolo de que realmente o trabalho do médico foi concluído.

A essa “necessidade”, Whyte propõe uma nova abordagem: trocar o “tomar um comprimido uma vez ao dia, nos casos em que ele não precisa” por “faça 30 minutos de exercícios aeróbicos três dias por semana”. A premissa, segundo o médico estrangeiro, é que ao receber uma prescrição por escrito a pessoa estaria mais propensa a cumprir, assim como faz quando lhe é indicado um remédio.

Diante desta realidade tomei uma decisão: a partir de agora vou prescrever por escrito aos meus pacientes a prática constante de exercícios físicos e alimentação saudável. Claro que, para aqueles pacientes com doenças crônicas como diabetes, colesterol alto e pressão alta continua a recomendação dos remédios de uso contínuo. Mas vou acrescentar “uma porção de leguminosas, um prato cheio de hortaliças e dois litros de água por dia” e outras prescrições que irão ajudar a melhorar a qualidade de vida deles.

Assim como o Dr. Whyte percebi que, somente dizer ao paciente que ele precisa mudar o estilo de vida não surte o efeito desejado. É realmente preciso escrever, assinar e carimbar.

O melhor dos mundos seria convencer outros colegas a fazer o mesmo, principalmente os que lidam com os idosos. Mas certamente esse seria um trabalho para mais tarde.

Quando você for ao médico na próxima consulta peça a ele uma receita, não de estatinas, vasodilatadores, antihipertensivos, mas de exercícios e mudanças de hábitos que vão elevar sua qualidade de vida. Viva mais e melhor.