Hoje minha convidada é a Cleide Lopes Azevedo, psicóloga com especialização em neuropsicologia  do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho, responsável pela Oficina da Memória .

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) saúde mental é “o estado de bem-estar no qual o indivíduo realiza as suas capacidades, pode fazer face aos stress normal da vida, trabalhar de forma produtiva e frutífera e contribuir para a comunidade em que se insere”.

Muitas vezes e por motivos variados, o bem-estar é prejudicado por situações que causam a ansiedade. Podemos definir a ansiedade como um processo físico e mental em situações de medo, receio diante do desconhecido ou em momentos de tensão emocional.

Quando ela cria uma apreensão saudável, ajuda na tomada de decisão rápida. Em situações de perigo, por exemplo, este é um importante mecanismo de defesa. É a antecipação da ameaça futura, que ajuda a nos proteger e tomar as providências necessárias para o restabelecimento do equilíbrio físico, mental e emocional.

Mas quando este sentimento se torna exacerbado e, diferente do medo momentâneo que nos livra do perigo e se torna persistente, com duração de seis meses ou mais, temos de ficar alertas.

Quando uma pessoa apresenta transtornos de ansiedade, ela sente medo e ansiedade excessivos e mostra perturbações comportamentais associadas.

Veja alguns tipos de ansiedade:

Ansiedade de separação – o indivíduo fica apreensivo e ansioso com a separação das pessoas do seu afeto, do seu apego. Há sofrimento físico, pode haver transtorno do sono. Por exemplo ter pesadelos.

Mutismo seletivo – dificuldade para falar em público. Pode afetar as conquistas acadêmicas, profissionais e na comunicação social normal.

Ansiedade social (fobia social) – o indivíduo é temeroso, ansioso ou se esquiva de situações ou interações sociais em que envolva a possibilidade de ser avaliado.

Agorafobia – o indivíduo pode ficar apreensivo ou ansioso com situações em que necessite utilizar transportes públicos, ficar em lugar aberto ou lugar fechado, ficar na fila, estar no meio de uma multidão etc.

Para tratar, recomendo exercícios físicos, dentro das possibilidades e preferência e com a ajuda de um especialista, manter alimentação saudável e praticar atividades que possam ajudar a reduzir ansiedade como ler, fazer trabalho voluntário, aprender um novo idioma e se socializar ou mesmo meditar.

Lembre-se nunca se automedique e procure avaliação médica. A psicoterapia ajuda a entender a fonte da ansiedade e pode levar o indivíduo ao centro do problema. Cuide-se. Viva mais e melhor.