Este final de semana os apaixonados por cinema se deliciaram com o prêmio mais famoso do segmento, o Oscar. Entre aplausos, protestos, muito glamour e a célebre frase: “the oscar goes to”, o mote desta edição foi a diversidade e a luta contra o preconceito.

Entre as várias questões raciais, sexuais e da idade discutidas nos filmes e no palco da festa, duas relacionadas à melhor idade chamaram a atenção.

A primeira foi o ganhador mais velho de um Oscar. Aos 89 anos, James Ivory  fez história ao vencer na categoria de Melhor Roteiro Adaptado pelo filme “Me chame pelo seu nome“. Até então o mais velho a ganhar uma estatueta era Ennio Morricone que tinha 87 anos em 2016, quando ganhou na categoria de melhor Trilha Sonora por “Os oito odiados”.

Outra coisa que chamou a atenção foi a indicação do documentário de curta metragem Edith e Eddie, que mostra a história de um casal que se uniu aos 90 anos e foi considerado o casamento inter-racial mais antigo dos Estados Unidos.

Eddie, branco, tinha 95 anos; Edith, 96 e a pele negra. O mais interessante foi que o casal, embora tenha sido impedido de ficar junto mostraram “maturidade” fora do comum contra o preconceito: “Decidimos que o importante era a cor do coração. E ele é vermelho”, disse Eddie.

O documentário não ganhou a estatueta, mas fez história ao retratar o amor entre duas pessoas bem mais velhas que, independentemente da idade, deu uma chance para o amor.

O próprio Ivory tinha sido indicado três vezes, “Uma janela para o amor” (1985), “Retorno a Howard’s End” (1992) e “Vestígios do dia” (1993) antes de ganhar e, mesmo perto dos 90 anos, não desistiu. E ganhou.

Glamour à parte, a lição que fica é nunca desista do seu sonho, mesmo que ele venha aos 90 anos. Seja persistente. Ame o que faz e se abra para o amor, mesmo que seja o amor por seus familiares, amor por seus amigos ou por algo que você goste muito. Você pode não ganhar um Oscar em Hollywood, mas ganhará o Oscar da vida. Viva mais e melhor.