Em clima olímpico, gostaria de fazer uma reflexão sobre a vida. O atleta é um ser extraordinário que luta, por meio dos treinos, para chegar à vitória e à tão sonhada medalha dourada.

São meses, anos e até décadas de esforço físico, dor e muito suor. Mas eles querem mais que a medalha de ouro. Querem fazer história. Serem lembrados pelos mais novos, pela mídia e pelas pessoas quando tiverem 70, 80 ou 90 anos. shutterstock_102593651

E para quem já chegou nesta idade, o que esperar? Saiba que essas pessoas também foram vitoriosas. Só que não necessariamente em uma arena, uma pista ou uma quadra, mas na corrida da vida. Elas venceram o cansaço, a dor e, aposto, dispensaram muito suor para cumprir seu trabalho, criar seus filhos e manter sua família.

São vencedores de ouro, sem precisar nem mesmo ter pisado em solo olímpico. Mesmo que não sejam famosas, essas pessoas têm um lugar muito especial no pódio e também fizeram história.

No filme Jason Bourne, Matt Damon interpreta o conturbado ex-agente da CIA que chega a uma certa altura e se pergunta qual o sentido da vida?
Tenho certeza que muitos da melhor idade estão se fazendo essa pergunta neste momento. Especialmente aqueles que já se aposentaram, os filhos estão criados e os netos crescidos.

Você pode não ser um atleta olímpico e nem ser lembrado como os grandes. Mas certeza que fez a diferença na vida de alguém que hoje só está de pé e faz acontecer, por sua causa.

Sempre que pensar por que está aqui, reformule a questão e se pergunte o que ainda pode fazer para encher sua sala de troféus. Não precisa sair correndo e ir participar da primeira maratona que encontrar pela frente. Isso é bom, mas requer treino.

Então, comece pelas pequenas coisas. Conte uma história aos mais novos, explique como eram as coisas no seu tempo, ensine uma atividade manual ou simplesmente brinque com as crianças para distraí-las.

Garanto a você que o ouro olímpico da sua vida já foi garantido, basta apenas lustrar a medalha de vez em quando. Viva mais e melhor.