Este mês, a revista científica Lancet divulgou um report sobre demências, formas de prevenção, intervenção e cuidados com esse perfil de pacientes muito interessante.  Algumas são indicações já conhecidas que estão reforçadas por novas evidências, mas outras novas informações surgiram.

Como sabemos, o número de pessoas idosas está aumentando em todo mundo, incluindo os com demência. Entretanto, a incidência de demência para um uma faixa etária específica está diminuindo em alguns países devido aos esforços de melhoria na educação, nutrição e mudanças no estilo de vida.

Os fatores já conhecidos que aumentam os riscos de demência são: pouca educação, hipertensão, fumo, obesidade, depressão, inatividade física, diabetes e baixo contato social. Adicionaram agora três novos fatores nesta lista: uso abusivo de álcool, trauma cerebral e poluição do ar.

Foram formuladas doze intervenções baseadas em evidência para melhora destes fatores de risco. Gostaria de realçar três deles que podem servir como norte no nosso cuidado aos nossos pacientes.

1) Nunca é cedo ou tarde para começar as mudanças no estilo de vida.  A vida de um adulto jovem (menor que 45 anos) pode ter mais qualidade se houver melhora na melhor qualidade de educação. A cultura e a diminuição da pobreza são fatores modificadores na evolução da demência.

2) Melhorar a qualidade de vida do paciente com demência deve ser o principal objetivo. Os pacientes com demência têm problemas e sintomas complexos e necessitam de intervenções individuais, considerando o paciente como um todo, assim como toda a compreensão do seu contexto familiar e social.

3) Devemos cuidar de quem cuida. Intervenções feitas para cuidadores têm efeitos preventivos na depressão e ansiedade, aumentando a qualidade de vida e diminuindo os gastos no cuidado.

Acredito que estas três intervenções nada fáceis de serem executadas é uma boa ordem de comando para quem quer prevenir e cuidar do nossos idosos para que todas possamos viver mais e melhor!