Recentemente estreou nos cinemas brasileiros o filme Não Olhe para trás, protagonizado por Al Pacino e que conta a história de um roqueiro famoso que recebeu uma carta de John Lennon 40 anos depois de escrita, quando o famoso beatle já havia morrido.  O que motivou a carta foi uma entrevista do músico (no início de carreira) a uma grande revista, que o questionou se o sucesso e o dinheiro comprometeriam sua maneira de ser e sentir a música. Na carta, Lennon diz que não concorda com a resposta do artista e se oferece para conversar sobre o assunto.

A carta serviu como um divisor de águas para que o músico revisse sua vida…, ops, não vou contar o filme. Na ficção, assim como na vida real, muitas vezes, só descobrimos a “carta” muitos anos depois. Sempre digo aos meus pacientes que o passado até pode servir de bússola para nossas atitudes futuras, mas não o guia. Até porque é impossível modificar o passado. O passado passou. O que devemos fazer é aprender com ele e focar a vida no presente, da melhor forma possível. Aqueles que só pensam no futuro, em geral, só conseguem gerar ansiedade – outro mal dos tempos modernos.

O escritor britânico Oscar Wilde disse certa vez que “O único encanto do passado consiste em que é o passado”. Penso que esta seja uma verdade, especialmente para a saúde e qualidade de vida. Ter tido uma vida desregrada no passado pode trazer consequências ruins no futuro, mas isso não deve impedir que novos hábitos sejam incorporados para uma melhor qualidade de vida.

Com força de vontade e disciplina, é possível melhorar vários aspectos na própria vida.  Não espere uma carta de um beatle para mudar comportamentos. E lembre-se quem quer a longevidade vive bem o aqui e agora.