Uma grande preocupação na melhor idade é a perda da memória. Para me ajudar a falar sobre isso hoje eu conto com a ajuda da Dra. Cleide Lopes Azevedo, psicóloga responsável pelo Clube da Memória do Centro de Longevidade do Hospital 9 de Julho.
Sabemos que as medicações para memória aumentam o estímulo químico no cérebro. Nesse sentido, os exercícios podem auxiliar nas conexões entre os neurônios e podem promover mudanças funcionais ou estruturais , criando novas sinapses.
Claro que dependendo do grau do comprometimento ou da lesão não é possível recuperar a área do cérebro, especialmente nos casos moderados ou graves. Contudo, nos casos em que o comprometimento ou a lesão são considerados leves, os exercícios podem auxiliar na restauração da função cognitiva comprometida. É possível também, potencializar a plasticidade neuronal, ou seja, facilitar a reorganização funcional utilizando os recursos cognitivos e as áreas do cérebro preservadas.
Considerando que as funções cognitivas são interligadas, os jogos devem estimular o maior número possível de funções, como por exemplo, a atenção. Sempre recomendo exercícios que estimulam a atenção e a concentração que ajudam no bom funcionamento da memória. Se o problema da memória está relacionado a recuperação ou à lembrança dos materiais aprendidos, podemos utilizar jogos em que são usadas formas de associações (verbais ou visuais) ou de criação de estratégias para auxiliar na recuperação/lembrança.
Jogos de memória, jogos de vareta, quebra-cabeças, palavras-cruzadas e até jogos de cartas podem ser aliados no estímulo das funções cognitivas e da atenção.
De qualquer forma o ideal é que medicamentos e jogos para memória sejam complementares, mas é sempre bom lembrar que as evidências científicas mostram que as ações das duas formas são limitadas. Por isso, se você está com dificuldades de memória procure ajuda especializada, comece a praticar jogos com amigos ou familiares e faça parte de um grupo. Quanto antes começarmos, melhor. Viva mais e melhor.