No último sábado foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. Essa é uma iniciativa bastante importante para conscientização sobre a importância da doação e também sobre as doenças que afetam o sangue.

Uma dessas doenças é a leucemia mieloide crônica (LMC), um tipo de câncer não hereditário que se desenvolve na medula óssea e, na maior parte dos casos, ocorre em adultos na faixa etária dos 50 anos aos 60 anos.

De acordo com o Dr. Celso Massumoto, coordenador de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital 9 de Julho, ainda não se sabe o motivo para o seu surgimento, mas estudos mostram que é uma doença que a pessoa adquire ao longo da vida, ou seja, ela não nasceu com essa doença.

A boa notícia é que essa doença deixou de ser letal com novos tratamentos e o transplante de medula óssea, sendo que mais de 70% dos pacientes conquistam a remissão completa da doença (quando nos exames não consta mais nenhum sinal da doença). Os inibidores da tirosina quinase revolucionaram o tratamento desta doença, tornando-a de uma ameaça para a vida em uma patologia crônica e de crescimento lento.

Uma boa medida é ficar atento aos sintomas:

  • Aumento do baço
  • Sensação de fraqueza
  • Cansaço
  • Sudorese Noturna
  • Perda de peso
  • Perda de apetite
  • Palidez
  • Febre
  • Dor óssea

Outra postura recomendada é sempre seguir orientação do médico no tratamento e manter hábitos saudáveis com a nossa tríade da longevidade: alimentação saudável, exercício físico regular e vida social ativa. Acrescento aqui visitas regulares ao médico, com a realização de exames frequentemente. Viva mais e melhor.