Hoje minha convidada é a Débora Palos, nutricionista do Centro de Controle de Peso e do Centro de Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII) do Hospital 9 de Julho.

 

Ter hábitos alimentares saudáveis em todos os períodos da vida é determinante para a longevidade e qualidade de vida dos indivíduos. A partir dos 50 anos começam algumas alterações na composição corporal, como o aumento do peso e diminuição da massa muscular.

O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos processos vitais. Ele nos fornece a energia necessária para a manutenção destes processos. Uma dieta adequada é aquela que assegura a ingestão equilibrada de todos os nutrientes, ou seja: as proteínas, as gorduras, as vitaminas, os sais minerais, as fibras e também a água.

O consumo de alimentos e bebidas é parte fundamental de cultura de todos os povos. É considerada, além de um meio de subsistência, uma experiência prazerosa que ajuda a promover conforto, comunicação e interação social. Alimentar-se, pode também ajudar a pessoa a manter seu senso de autonomia e esse pode ser o fato que dá sentido a uma vida.

Maus hábitos alimentares podem aumentar o estresse oxidativo, aumentar a inflamação, causando um envelhecimento orgânico. Além disso, com o passar dos anos, podem aparecer perdas sensoriais (olfato, gustação, visão), dificuldade de digestão, constipação, refluxo gastroesofágico, maior risco de infecção urinária, maior risco de osteoporose, e presença de uma saciedade precoce que pode causar uma ingestão deficiente de vitaminas e minerais.

Devido a essas mudanças, a alimentação de um idoso deve ser variada e rica em vitaminas, minerais, proteínas, alimentos antioxidantes e uma boa hidratação, para conseguir uma longevidade com saúde. 

Abaixo, alguns alimentos e nutrientes que podem contribuir para viver mais e melhor:

 

Proteínas carnes em geral, ovo, cogumelos, quinoa, semente de abóbora, semente de girassol, gergelim, chia, lentilha, aveia em flocos, grão de bico, oleaginosas, tofu.

Cálcio – gergelim, nozes, leite, feijão, brócolis, repolho, couve, espinafre, tofu, leite, pescados, mariscos.

Magnésio – farelo de trigo, nozes, sementes, leguminosas, hortaliças de folhas verdes, semente de abóbora, farinhas integrais.

Zinco – Cereais integrais, carnes, nozes, semente de abóbora, leguminosas, mariscos e levedos.

Ferro – carne vermelha, vísceras (fígado e coração), gema de ovo, feijão, soja, grão de bico, lentilha, brócolis, couve manteiga, espinafre, folhas de beterraba, agrião e rúcula.

Vitamina D – ovo, leite fortificado, óleo de fígado de bacalhau.

Alimentos funcionais – cranberry (fruta vermelha muito comum nos EUA), mirtilo, suco de uva integral, óleo de gergelim, frutas vermelhas, cúrcuma, gengibre, alho, linhaça, semente de chia, abacate, oleaginosas.

Hidratação – Água pura, águas aromatizadas ou chás.

Lembrando sempre da individualidade de cada um, sua composição corporal, gênero, patologias, alergia e restrições.Viva mais e melhor.