Hoje gostaria de propor uma reflexão a vocês sobre como seremos ou como nos comportaremos depois do confinamento. É sabido que o isolamento não mata o vírus. Sua intenção é impedir que muitas pessoas sejam contaminadas ao mesmo tempo e precisem de atendimento médico, saturando o sistema de saúde. No entanto, isso não é a certeza de que não seremos contaminados. Estimativas apontam que 70 % da população poderá ser contaminada de qualquer jeito. Mas como deve ser nosso comportamento após o isolamento?

Não vamos nos ver? Não vamos mais no clube? No shopping? No cinema ou no jogo de futebol? Para nos proteger, vamos fazer semanalmente teste de PCR de Covid-19 para ver nossos pais?

O medo do vírus pós-quarentena pode mudar muito a sociedade. A única solução é encarar o medo e voltar a viver.

Viver com medo é viver pela metade.

Claro que temos que ter obediência civil e acreditar que as secretarias de saúde tenham os dados e o tempo necessário para o isolamento. Mas temos que planejar e com precaução voltar às nossas vidas. Como as empresas devem cuidar dos funcionários e ao mesmo tempo voltarem a funcionar após isolamento? Trabalhar com distância de um metro e usar máscaras faz sentido, não trabalhar não faz sentido. Em cada ambiente que frequentamos temos que pensar como devemos ser cautelosos para continuar a ter nossas vidas. É isto que devemos fazer agora e não ficar de frente à televisão acompanhando números de óbitos pelo mundo.

Ter cuidado, respeitar o vírus, mas não ter medo. Porque ter medo é viver pela metade. O vírus é um problema grande. Mas não vai dizimar a humanidade. O medo sim. Vamos ter que ter regras para idas ao clube, ao shopping, à casa dos amigos. Precauções e regras de convívio não são o fim do mundo e não devem gerar pavor, apenas devem mudar nossos hábitos. Seremos melhores depois desta pandemia! Viva mais e melhor, com novas atitudes sem pavor!