Escuto muitas conversas sobre o que fazer após os 60 anos ou depois da aposentadoria. As possibilidades são infinitas, embora não pareçam. Quer uma opção? Corra. Isso mesmo, corra, treine e participe de maratonas.

É obvio que será necessário um acompanhamento médico, um fortalecimento muscular com ajuda de especialistas e uma alimentação adequada. Mas, quem corre, garante que a qualidade de vida que se ganha é infinitamente maior que a perda das horas de descanso.

Apesar de parecer fácil, não é. Nosso corpo, assim como da maioria dos animais, foi preparado para a inércia, para guardar energia, sobreviver e reproduzir. Então, vencer a preguiça de levantar da cama ou do sofá é muito mais difícil do que parece. É quase contra nossa natureza.

“Sei que há dezenas de desculpas para o sedentarismo, mas poucos motivos são fortes o suficiente para impedir que se inicie uma atividade física em qualquer fase da vida. Muito menos a falta de tempo”, disse Abilio Diniz, de 78 anos, adepto das corridas.

Para nos inspirar a iniciar esta atividade nada melhor que a história do indiano de 103 anos – Fauja Singh – que começou a correr aos 90, após a perda de sua esposa e filho. Correr, para ele, foi a forma encontrada para vencer tamanha tristeza. Fauja acabou ganhando notoriedade ao ser o primeiro atleta com 100 anos de idade a completar uma maratona.

Mais pertinho de nós temos o exemplo do médico Dráuzio Varella que aos quase 50 anos começou a correr e, hoje aos 73, já completou várias competições de 42 km, inclusive fora do País. Varella conta suas aventuras de médico corredor no livro “Correr – o exercício, a cidade e o desafio da maratona”.

Obviamente que você não conseguirá sair correndo agora, sem nenhum preparo, nem deve. Mas procure ajuda especializada de um médico e inicie suas atividades seja qual for sua idade. Não importa. O que importa é o entusiasmo, o otimismo e uma qualidade de vida boa. Viva mais e melhor.