Muitos pacientes, aposentados, veem ao meu consultório com uma queixa que os remédios não são eficazes: a frustração por não serem mais úteis para a sociedade. Ou seja, muitos já se aposentaram, mas gostariam de continuar na ativa. Felizmente isso está mudando e, rápido.

Com o iminente envelhecimento da população, diversas iniciativas têm apontado para inserir ou reinserir o idoso ao mercado de trabalho. Novamente, como ocorreu na semana passada, vou recorrer a um exemplo de Portugal.

Um restaurante de Lisboa resolveu abrir as portas apenas com trabalhadores acima dos 65 anos. Segundo a responsável pela ideia a proposta é fazer com que as pessoas mais velhas “saiam de casa e que tenham um sentido de pertencer a alguma coisa”.

Ela teve esta ideia após verificar que as pessoas mais velhas – especialmente na cozinha – eram mais focadas e mais dispostas a disseminar conhecimentos.

Este é um belo exemplo de valorização da experiência. É prova de que, apesar da idade, a pessoa pode sim continuar a ser produtiva, ensinar aos mais jovens e, principalmente, se socializar com outras pessoas.

Aqui no Brasil já temos algumas ações neste sentido de grandes empresas que criaram programas específicos para esta faixa etária, mas as iniciativas ainda são bem tímidas.

Para quem gostaria de fazer algo, apesar da aposentadoria, recomendo:

Busque fazer o que gosta

–  Busque em primeiro lugar algo que goste de fazer;

–  Respeite sempre seus limites. De preferência aceite desafios com carga horária mais reduzida, para que tenha tempo para realizar outras atividades;

Esteja aberto a aprender e a ensinar. Esse pode ser um  legado para você: ser útil e ainda ensinar as outras pessoas;

Divirta-se, compartilhe e faça amigos. Independente da renda, tente fazer do seu novo trabalho um local para se divertir e compartilhar.

Mantenha sua rotina saudável de longevidade. Você já passou da idade de ficar sem almoçar, ficar horas sem tomar água ou ir ao banheiro. Lembre-se: sua saúde é seu melhor salário.

Viva mais e melhor.