Desde o primeiro semestre do ano passado, com a retrospectiva de sua obra no Petit Palais, em Paris, que a moda celebra Yves Saint-Laurent (morto em 2008). Referências de uma das facetas do mestre, a do glamour étnico e multicolorido, são quase absolutas nas alegres coleções deste verão, no hemisfério norte.

A celebração continua com o documentário L’Amour Fou, de Pierre Thoretton, que estreou no Festival de Cinema de Tribeca em abril.

O filme mostra a relação de Saint-Laurent com seu companheiro na vida e nos negócios, Pierre Bergé. Thoretton tenta chegar o mais perto possível da vida privada do casal e se afastar da movimentação fashion. “A única coisa realmente interessante era a história de amor deles”, afirma o diretor em entrevista ao Style.com. O resultado é um filme delicado e intimista (além de Bergé, as únicas entrevistadas foram duas amigas muito íntimas de Saint-Laurent), com ritmo lento.

O documentário, infelizmente, ainda não tem previsão de estreia por aqui. Mas dá para ver uma prévia de como ele vai ser.

No Brasil, outro lançamento nos dá um pouco de quem foi YSL. O livro Saint Laurent – A arte da elegância, da jornalista Marie-Dominique Lelievre, traça o perfil do costureiro no melhor estilo “desvendar o homem por trás do mito”. Lelievre, bem menos sutil que Pierre Thoretton, nos mostra um Saint-Laurent perturbado, depressivo.

“Eles vivem sob uma pressão absurda, terrível”, diz Thoretton acerca de gênios da moda com a vida pessoal em ruínas, como Saint-Laurent, Alexander McQueen e John Galliano. Vale tentar desvendar quem são essas pessoas reais que estão atrás do mundo de sonho e fantasia que elas criam.