O número de adeptos da trilha está em crescimento no Brasil. Segundo especialistas, alguns fatores contribuem para isso, como as belezas naturais do País – há muitas opções de lugares a serem explorados. Outra vantagem é que a atividade ao ar livre, em geral, tem baixo custo. O alerta fica para o fato de que muitas pessoas se arriscam sem qualquer noção de segurança, prevenção, informação técnica sobre o local da trilha e até mesmo a preparação física.

A pedido do blog, o professor de Esportes de Aventura e da Natureza do IBMR Carlos Sandro Carpenter dá dicas para fazer uma trilha com segurança incluindo vestimentas, acessórios, preparação física e alimentação ideal.

 

1 – Escolha que tipo de trilha deseja realizar. Informações importantes sobre a duração, a inclinação e o tipo de terreno e se há um participante no grupo que conheça o caminho a ser feito são necessárias para uma trilha bem sucedida. Caso negativo, só a faça se tiver um guia experiente para realizá-la. Mas há diversas opções no Rio de Janeiro sem essa necessidade, como a trilha do Morro da Urca, a trilha da Pedra Bonita, a Praia do Perigo, entre outras;

 

2 – A preparação física está relacionada aos dispositivos anteriores. Dependendo da duração e da inclinação, será preciso ter alguma preparação básica. Não é necessário ser atleta, mas é importante saber que o esforço físico trará algum desconforto, porém, nada inatingível, como as trilhas citadas anteriormente;

 

3 – Use roupas leves, que permitam que o suor escorra e evapore. Hoje, há no mercado camisas, bermudas e calças à base de poliamida ou poliéster, que cumprem bem esse papel. Evite roupas de algodão. O verão é época de chuva, o que torna o ar úmido. E há ainda o perigo de desidratação excessiva, devido às altas temperaturas da estação.

 

4 – Use calçados fortalecidos e com sola de borracha. E evite solas de polímeros (plásticos), que escorregam nas pedras. Mas não há necessidade de ser algo caro ou uma bota muito fechada, pois ela evita a transpiração, como já mencionado. O importante é ser aderente, resistente, que permita o suor e que não cause bolhas ou que não seja desconfortável. Caso contrário, o sofrimento será maior;

 

5 – É sempre importante levar uma mochila pequena com um camel bag, ou um cantil, com cerca de 1L de água para hidratação. Evite bebidas açucaradas, pois estas têm maior tempo de absorção pelo organismo. Se sua mochila tiver espaço para mais itens, leve um isotônico para uma emergência, caso a caminhada tenha mais de uma hora. Lembre-se de que, para atividades com tempo inferior a uma hora, a água é suficiente e necessária.

 

6 – Na mochila, leve objetos leves e práticos, como um bom canivete, fita adesiva, kit de primeiros socorros (luva, band-aid, esparadrapo, gaze, tesoura, antisséptico, etc), outro par de meias e camisa, protetor solar e saco de lixo;

 

7 – Alimentos calóricos como chocolate, doces, biscoitos são os preferidos para caminhadas duradouras, já que são práticos de carregar e mantêm suas reservas de energia. Mas só há necessidade se a caminhada for longa e intensa. Entretanto, não coma tudo até retornar ao ponto de partida, pois imprevistos podem acontecer e pode ser necessário ter uma reserva adicional de alimento para passar uma noite, por exemplo;

 

8 – Para trilhas mais pesadas, e caso seja necessário maior segurança, é indispensável um profissional que conheça escalada, para levar equipamentos básicos e realizar a atividade com êxito.

 

9 – Deixe algum documento e contato de emergência em um dos seus bolsos, no próprio corpo, como da calça ou bermuda, caso faça caminhadas longas, como Pedra da Gávea, Floresta da Tijuca ou alguma travessia. Já houve casos de pessoas que se perderam e perderem também a consciência. E se o praticante estiver portando seus documentos ou sua identificação de emergência, o resgate saberá identificá-lo e quem procurá-lo. Levar celular também é importante, contudo, lembre-se de que o aparelho pode não funcionar, dependendo da localidade;

 

10 – Nuca faça trilha sozinho. No mínimo, faça em dupla.