Algum tempo se passou desde o último disco de Britney Spears. De Femme Fatale (2011) para cá, a eterna princesinha do pop – hoje mãe de dois filhos que já não cabem mais no colo – viu a ascensão de nomes como Lady Gaga, Rihanna e Katy Perry dividindo o topo das paradas de sucesso. Todas estão voltando com novidades este ano. Mas enquanto as “rivais” apostam em elementos como sintetizadores e roupagem típica dos anos 1980, Britney e seu competente time de colaboradores olharam para frente. E daí surgiu Work Bitch.

O primeiro single de seu oitavo disco de inéditas não se parece com nada que ouvimos nas rádios hoje. Britney assumiu o risco: a nova faixa causa estranheza para quem ouve de primeira. Flerta com o electro house. Parece funcionar mais nas pistas de dança do que nas rádios – ao contrário de Roar, de Katy, e Applause, de Gaga, feitas sob medida para grudar de cara, em qualquer lugar em que se ouça. Ponto para ela.

O novo trabalho foi produzido por nomes como William Orbit, que reinventou Madonna no final dos anos 1990 e assinou pérolas como Ray Of Light. Pela primeira amostra que tivemos, é certo que agora Britney deve olhar mais para os clubes (e downloads digitais), como fez em Blackout (2007). Em meio à tanta mesmice no cenário, as novidades são bem-vindas. Até aqui, a nova empreitada da popstar começou bem.