Kylie foi headliner absoluta do Festival GRLS. Foto: Divulgação

Foram nada menos que 12 anos de espera. O último show aberto de Kylie Minogue no Brasil havia sido em 2008, na turnê de X (2007). De lá para cá, a cantora australiana, de 51 anos, trabalhou bastante. Lançou três álbuns inéditos – o último, Golden, em 2018 – e seguiu fazendo turnês pelo mundo. Ontem, de volta ao País, toda a espera parece ter valido a pena para os fãs e até para a própria Kylie.

A cantora subiu ao palco do festival GRLS!, em São Paulo, às 20h30 — 15 minutos antes do previsto. Logo no primeiro bloco, entregou In My Arms, um de seus maiores hits, que estava fora do repertório dos shows desde 2015. Era uma das mais esperadas pelos fãs brasileiros. E disparou: “Tentei me preparar muito para essa noite, mas não é fácil, vocês são incríveis. Faz muito tempo que eu vim e sempre quis voltar”.  De costas, mostrou a palavra “Brasil” colada em strass dourado em seu tauiller branco, no melhor estilo disco diva. Ponto para Kylie. A partir daí, o jogo já estava ganho.

A apresentação da cantora tem aquele clima de disco setentista, com muitas cores, glamour, troca de figurinos (foram cinco em pouco menos de 1h30 de show) e clima alegre. Nada muito conceitual ou politizado como as turnês de Madonna ou Lady Gaga. A australiana faz uma verdadeira celebração, para dançar muito e esquecer dos problemas lá fora. No palco, ela é só sorrisos. Desfilou hits das quatro décadas (!) de sua carreira: Get Outta My Way (2007), Hand On Your Heart (1989), Confide In Me (1994), The Loco-Motion (1987), entre outros. Apesar de ser um show de festival, reduzido, a cantora ainda deu jeito de atender pedidos do público e improvisou, a capella e piano, Your Disco Needs You (2000) e Come Into My World (2002).

A melhor parte vem no último bloco, batizado de Disco Diorama Drama Debate. O prenúncio vem com o megahit Can’t Get You Out of My Head (2001), talvez a mais conhecida do público brasileiro. Depois disso, a pegada disco invade de vez o Memorial da América Latina com clássicos como Shocked (1990) e Better the Devil You Know (1990), da sua fase mais discoteca. No palco, a celebração é completa, com bonecos infláveis, muitos dançarinos e até canhões de confetes coloridos para o público, transformando a pista em uma enorme pista de dança.

O espetáculo termina no clima da romântica All the Lovers (2010), com muita troca de carinho entre Kylie e seus fãs. Mas é claro que a noite não terminaria sem um bis. Além de atender ao pedido de Come Into My World, ela encerrou pontualmente às 22h com a dançante Spinning Around (2000). Houve tempo para pegar uma bandeira do Brasil do público e dizer que espera “não demorar tanto para voltar desta vez”. Os fãs brasileiros e amantes do bom e velho pop agradecem.