Nike Air Jordan 1 Volt

No dia quatro de junho eu bradei aos quatros ventos, em tom de desespero, em primeira mão, o novo aumento quer seria aplicado pela Nike ao Air Jordan 1 e algumas outras silhuetas da Jordan. A boa notícia era o lançamento do Volt, que já foi para o meu pé em seu lançamento no dia 11, e a má notícia era que ele seria o último AJ1 pelo preço de R$ 1.300. Os próximos viriam em julho já por R$ 1.500. Mas a informação que eu tinha só contemplava a dolarização, não a inflação acumulada desde o último aumento. E com isso, o novo preço do Air Jordan 1 para este mês será de R$ 1.700, um drástico crescimento de 30%.

Há uma certa dramatização em relação aos aumentos dos preços dos tênis no Brasil. E aqui, infelizmente, tenho que dar minha visão jornalística, e não a de sneakerhead, que chora por dentro em posição fetal deitada no banheiro. Um AJ1 em outubro de 2019 custava R$ 800. Preço que foi para R$ 900 em outubro de 2020, passou para R$ 1.200 em dezembro de 2021 e chegou a R$ 1.300 no Rebellionaire em março, que foi um dos poucos que esgotou voando desde o início de 2022. No total deste levantamento, o aumento é de pouco mais de 62%.

Air Jordan 1 Rebellionaire

De acordo com o índice IGP-M da Fundação Getúlio Vargas, a inflação acumulada desde 2019 no Brasil é 56,38%. Já o dólar, em outubro de 2019, variava na casa dos R$ 3,90, e hoje bate os R$ 5,30. Não estou aqui querendo defender aumento, por mim os AJ1 custariam todos 170 dinheiros como nos Estados Unidos – sendo que o poder de compra deles ainda é muito maior que o nosso. Meu ponto é apenas mostrar que há lógica no crescimento de preço, não é um surto coletivo da Nike e seus revendedores.

Além disso, os aumentos têm um outro objetivo, que é o de desestimular a revenda e os bots de compra. Se hoje, por R$ 1.300, já há vários AJ1 sobrando nas lojas e no site da Nike, por R$ 1.700 eles vão estar quase que em sua totalidade disponíveis para o consumidor final. A Nike vende menos com isso? Sim, mas é uma forma de defender o mercado e o interesse pela marca nos próximos anos. Um consumidor frustrado, que não busca mais o produto por nunca encontrar, cria ranço e não volta nunca mais. Compra outro. É assim que funciona com qualquer tipo de produto, com tênis não é diferente.

Claro que os sneakers ultra classe, os Travis, Off-Whites e Mannieres da vida, vão continuar indo para as mãos dos bots. Mas eles não são lançados toda hora, e com isso o alto valor da aquisição dos robôs de compra passa a não valer tanto a pena ou até mesmo ficar inviável para alguns revendedores. Esse parece ser um caminho sem volta no Brasil mais do que em qualquer lugar do mundo. Posicionar o AJ1 como um modelo premium, de nicho, longe dos bots e nos pés de quem tem dinheiro, selo azul ou imagem hypada para vender.

Vem com box

O primeiro a chegar no Brasil com o novo preço será o Air Jordan 1 High OG Newstalgia, chamado por aí de Chenille por causa de seu swoosh felpudo. Ele também tem lingueta de veludo cotelê e entressola sail, que deixam seu visual bem retrô. As vendas devem começar no dia 23 de julho em numeração feminina até 41.

Air Jordan 1 Newstalgia

Só no lace

No próximo dia 7 estreia no Brasil o Nocta x Nike Hot Step Air Terra na cor preta. É o primeirto drop do modelos desenvolvido em parceria com o rapper Drake. O modelo tem um estilo bem limpo e elegante, e deve fazer sucesso na cena. Custa R$ 1.300.

A coleção da Dior com Travis Scott já está disponível n o Brasiil. A colabe teve também curadoria direta do diretor criativo da Dior Men, Kim Jones. Vieram 10 pares do tênis B713 para o País por R$ 10.500. O modelo tem clara inspiração nos sneakers para skatistas da década de 90.

Dior x Travis B713