GravidasAcabei de ler um texto ótimo no UOL de uma mãe que reflete sobre o nascimento do primeiro filho – Uma cesárea, como as milhares que acontecem todos os dias principalmente nos hospitais particulares do Brasil. Depois de muito pesquisar, e depois de poder parir um segundo filho em um parto normal, ela pôde constatar que teve um direito roubado. Essa história não é nova, e vejo acontecer com várias pessoas próximas e com amigas. Duvidar do médico é sempre um risco, afinal, ele é o profissional em quem temos que confiar nesse momento. Se minha médica me dissesse ao 45 do segundo tempo que “não dava” para o nascimento do Samuel ser de parto  normal, eu ia acreditar.

Mas esse é o problema. Os médicos abusam de nossa credulidade. Por isso, muitos colocam medo nas mulheres desde as primeiras consultas, não perguntam qual o desejo delas ou, quando a data do nascimento de aproxima, lançam mão de subterfúgios:  Dizem que a grávida “é muito estreita” (sabe-se Deus o que é isso), que não vai ter dilatação (como saber disso antes da bolsa estourar, meoDeos?) e por aí vai. Tem uns ainda mais cara-de-pau que nem disfarçam. O obstetra da melhor amiga da minha irmã propôs a cesárea antes do Carnaval, quando o bebê nem tinha completado 38 semanas na barriga, porque decidiu viajar durante a folia. Ponto.  Ela não topou a imposição e viu o bebê nascer no meio do carnaval com um médico de pronto-socorro que pasmem, também optou pela tal cesárea.

Eu sempre quis parto normal e vi que a médica que tinha escolhido ia respeitar a minha vontade. Ela me disse: “Se você quer o parto normal, você vai ter o parto normal.” E assim foi: Samuca nasceu de 40 semanas, depois de quase 10 horas de contrações, respirações, banhos de banheira para relaxar. A médica, o anestesista, meu marido e eu passamos o dia na sala de parto da Pró-Matre esperando o momento escolhido pelo Samuca para vir ao mundo: E ele fez sua primeira escolha: Nasceu pisciano, no dia 16 de março de 2010, às 18:31.