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Quando a mulher tem sangue fator Rh negativo, ou seja, é A negativo, B negativo, AB negativo ou O negativo, os cuidados têm de ser redobrados ao engravidar. A primeira coisa a se descobrir é o fator Rh do sangue do marido. Se ele tiver Rh contrário, ou seja, for Rh positivo, o bebê tem 50 % de chance de ser como o pai. E aí que mora o perigo. Uma doença com nome difícil pode entrar em cena: a Eritroblastose Fetal.

Se o bebê herdar o Rh positivo do pai e o sangue deste bebê entrar em contato com a corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico materno pode reagir como se o feto fosse um “invasor” e produzir anticorpos contra o fator Rh dele. “Os anticorpos do sistema imunológico materno podem atravessar a placenta e destruir as células sanguíneas do bebê provocando icterícia (quadro caracterizado pela coloração amarelada de pele), anemia e até insuficiência cardíaca e hepática no bebê.  Esse fenômeno é conhecido como sensibilização e, embora normalmente não cause problemas numa primeira gravidez, pode ocorrer nas próximas gestações”, explica o ginecologista e obstetra Paulo Chinen, do RDO Diagnósticos.

Por isso os obstetras pedem uma série de exames de sangue para identificar se a mãe Rh negativo produziu anticorpos contra o bebê Rh positivo. Hoje já existe um exame que permite a identificação do Rh fetal a partir da oitava semana de gestação com toda a segurança para a mãe e bebê, já que é feito com uma simples coleta de sangue. Esse exame é conhecido como genotipagem RHD fetal e é o único que permite a identificação do Rh fetal a partir da oitava semana de gestação e está disponível no laboratório RDO diagnósticos.

Quando se comprova por esse exame que o feto é Rh positivo ou quando por um motivo ou outro não se tem essa informação, a gestante tem que receber uma injeção com uma dose de anticorpos que “neutraliza” as células do fator Rh positivo do feto, a Imunoglobulina anti-D. O período indicado é na 28.a semana de gravidez e no pós-parto. A prevenção da Eritroblastose Fetal deve ser feita em até 72 horas após o parto, mas também após abortamento, gravidez em mola (complicação rara da gravidez que leva ao aborto espontâneo), gravidez ectópica (feto fora do útero, geralmente nas trompas) ou se há procedimento invasivo durante a gestação ou sangramentos. Depois dessa vacinação a segunda gravidez não apresentará riscos de Eritroblastose fetal.

Thaís Mendonça, 26 anos, tem sangue Rh negativo e marido Rh positivo e sofreu um aborto logo na oitava semana de gestação, antes de conseguir descobrir o fator Rh do bebê. Por esquecimento da equipe médica não foi vacinada. “Agora eu não sei se fui exposta ao sangue do bebê e se ele era Rh positivo. Se eu tiver sido exposta, eu terei problemas na próxima gravidez. Fiquei desesperada por causa disso. E na hora que me dei conta já não tinha mais como tomar a vacina”, conta. Consulte seu médico para obter mais informações sobre o exame.

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