Sarau, luau e o escambau

Sarau, luau e o escambau

Produção artística que vive à margem da indústria cultural

As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

O Prêmio Maraã de Poesia, o agendão da Aldeia Satélite, o projeto ‘Lá na Laje’ e o cd do Leo Middea

Por Arnaldo Afonso

   

Essa coluna é sobre cultura e resistência, arte e conscientização. Sobre discutir, criar e mudar a realidade. Sobre as muitas vozes e sotaques na diversidade dos movimentos da cidade. Sobre a vibe de amor que supera o mal, os maus e seus etc & caos. Esse blog é um grande salão repleto de saraus, luaus e o escambau convivendo lindos na programação desse findi, para que tudo não finde. Para que todo o bem multiplique-se. Por amor, explique-se, é que a gente existe, resiste e insiste. Leia e certifique-se. Fique aqui e festifique-se. Curte aí: curtecircuite-se.

Ressuscita-me / Ainda que mais não seja / Porque sou poeta e ansiava o futuro
Ressuscita-me / Lutando contra as misérias do cotidiano / Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me / Quero acabar de viver o que me cabe / Minha vida
Para que não mais existam amores servis
Ressuscita-me / Para que ninguém mais tenha de sacrificar-se
Por uma casa / Um buraco
Ressuscita-me / Para que a partir de hoje / A partir de hoje
A família se transforme
E o pai / Seja pelo menos o Universo
E a mãe / Seja no mínimo a Terra

ALDEIA SATÉLITE >>> Na próxima segunda-feira, dia 4, tem sarau (com lançamento da Coleção Slam – textos poéticos para serem lidos em voz alta) e na quarta, dia 6, tem leitura dramática da peça ‘Absurdos’. Confira no cartaz os destaques da programação para novembro. Eu já falei aqui que a Aldeia Satélite (que completou 4 anos de atividades) é um espaço cultural superlegal que promove shows, festas, lançamento de livros, saraus poéticos e peças de teatro, além de cursos, palestras e rodas de discussão sobre questões sociais e políticas. E ainda tem bar, café e livraria. Já no texto de apresentação, no site, lê-se que o espaço representa a resistência e a vitória daqueles que desejam se expressar num país onde a arte é rebaixada a mero entretenimento. Administrada por Mariana Santana, Vanessa Sousa, Ivan Neris e Claudemir Santos, que respondem pelos grupos teatrais Alucinógeno Dramático, Ansur, Ato Real Fora do Tempo e Cia Para Fora do Livro (além de colaboradores e parceiros como a Fundação Tide Setubal e a Ong Jovens do Brasil), a Aldeia procura ser um “oásis de opções culturais dentro de um bairro projetado para que as pessoas apenas trabalhem, durmam e voltem aos seus empregos”. Fica na rua Tenente Luiz Fernando Lobo, 118, em São Miguel, na zona leste de São Paulo

PRÊMIO MARAÃ DE POESIA >>> O Prêmio Maraã é uma iniciativa da Editora Reformatório (nesta edição, em parceria com a Patuá) que vai premiar dois poetas brasileiros inéditos, dando a eles a oportunidade de publicação, a partir da leitura de crítica especializada (incluindo poetas experientes e membros da comunidade acadêmica). Poderão participar autores inéditos, sem livros publicados comercialmente. Os vencedores terão como prêmio suas obras publicadas e distribuídas comercialmente pelas editoras Reformatório e Patuá.
Maraã, terra natal do idealizador do concurso, Osório Barbosa, é uma pequena cidade nas entranhas da floresta amazônica. Ao batizar o Prêmio, simboliza que dos cantos mais recônditos do país podem sair os versos que escreverão a história da nova poesia nacional. Saiba mais e inscreva-se aqui até o dia 30 de novembro.

QUINTA – 31 de outubro – 19h30 … ‘Lá na Laje’ com Preta Rara e Bell Puã. Projeto discute a resistência na literatura e propõe um intercâmbio entre escritoras negras. Na conversa, temas como exploração turística, escravidão, ditaduras, violência, voz, corpos e religião, entre outros. Com curadoria e mediação da jornalista Jéssica Balbino. No Sesc Pompeia

LEO MIDDEA LANÇA CD >>> Após apresentar recentemente o single ‘Bairro da Graça’, o cantor e compositor carioca Leo Middea anuncia para novembro o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio, ‘Vicentina’ (com 12 faixas produzidas por Paulo Novaes). Há alguns anos, assisti a um show de Léo na Serralheria. O jovem artista, que já gravou “Dois” (2014) e “A Dança do Mundo” (2016), canta com a naturalidade de quem já tem décadas de estrada, compõe bem, está cercado de bons músicos e tem carisma, receita infalível para chegar longe. O disco estará nas plataformas digitais na terça-feira, dia 12. Sobre os nus da foto de capa, Léo afirma que teve “a ideia de convidar amigos para ficarem totalmente despidos no meio da natureza” e que, ao olhar a capa de ‘Vicentina’, realmente “sente o álbum” representado nela: uma junção coletiva de acontecimentos que mantêm seu desejo de continuar a abraçar o mundo.

QUINTA – 31 de outubro – 20h … Os Inevitáveis … Marcio Policastro, Max Gonzaga e Teju Franco fazem show no Dona Carmen, à rua Doutor Bacelar, 649. Os três cantores e compositores ligados ao Clube Caiubi apresentam repertório autoral, parcerias e conversam sobre suas afinidades

SEXTA – 1 de novembro – 20h30 … Show dos Amanticidas com participação de Vange Milliet. Banda influenciada pelo som de Itamar recebe a cantora do Isca de Polícia e das Orquídeas. No Bona, à rua Álvaro Anes, 43

SEXTA – 1 de novembro – 21h … Sopa de Letrinhas Sarau & Clube Caiubi De Compositores. Com Arnaldo Marques lançando o livro ‘Açougues da Civilização’, pocket show do Cabedal Quarteto, palco aberto e vários outros convidados. No Bar do Julinho, à rua Mourato Coelho, 585

SEGUNDA A SEXTA – 4 a 8 de novembro … Festival do Livro e da Literatura de São Miguel. Sob o tema “Identidade, Territórios e Expressão dos Povos”, com rodas de conversas, apresentações teatrais e musicais, saraus, conversas com autores consagrados e promissores. Clique aqui e saiba mais.  Na Fundação Tide Setubal, à rua Jeronimo da Veiga,164, 13º andar (horários variados a cada dia – consulte antes de ir)

 

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MINHAS ANDANÇAS POR AÍ

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Que fique bem claro, seu Januário: não sou cri-crítico musical nem literário. Sou artista que sente pressente pelo insight o valor do objeto emocional criado. Sou fã abduzido seduzido cooptado. Apaixonado pelo belo poético tocado e cantarolado. E ainda estou transtornado (e transformado) lendo e relendo livros, indo e vindo de shows, vendo e ouvindo canções e sentindo reverberar as emoções que vivi. Um pouco do que vi é o que conto aqui (acompanhe os vídeos que tenho postado na #SarauLuaueoEscambau):

SÁBADO … A convite de Mauricio Bertolini, supervisor regional de cultura da Vila Maria, fui ao Clube Thomaz Mazoni participar do evento Rua da Gente, que une atividades recreativas, artísticas e esportivas. Enquanto o pessoal jogava bola, pingue-pongue ou simplesmente passeava pelo clube, Arnaldo Afonso (eu!) cantava músicas do grande Cartola. Depois, chamou Helen Torres para interpretar uma cantora de ópera. Ela ainda apresentou seu repertório da banda Chero Poesia com Sidney Kitagawa. A dupla Cordeirovich & Vladinsky fechou a participação do pessoal do Sarau da Maria cantando suas envolventes canções circulares. A gente se divertiu e espera que o pessoal da regional dê sequência a esse tipo de programação, abrindo espaços para os artistas do bairro.

DOMINGO 1 … Minha querida amiga Veronica Lopes, uma das fundadores do Sarau da Maria, aniversariou e fez uma festa-sarau para comemorar. Eu e mais um montão de artistas e amigos estivemos lá para abraçá-la, cantar e brindar à sua saúde e felicidade. Foi uma delícia: parabéns, Very!!! Tava difícil ir embora, mas, neste concorrido domingão, eu tinha compromisso na ZL e alguns amigos foram ao show Tribo, de Deise & João, Giliane & Gusmão, nos Parlapatões. Eu segui direto para a Charada, em Sapopemba, para recepcionar e curtir Ortinho e In Rollando Stones no festival A Idade da Terra em Transe

DOMINGO 2 … Já falei aqui várias vezes do Videoclube Charada, tradicional espaço de resistência da arte independente na ZL, administrado por Gilberto Petruche (com Eduardo Osmedio e tchurma dando aquela força). Além de ponto de encontro da moçada antenada, é também sala de shows, estúdio para ensaios e aulas, locadora de vídeos (com raridades e clássicos do cinema) e mantém um acervo maravilhoso de vinis históricos. A Charada fica na rua José Antonio Fontes, 62, no Bairro de Sapopemba. Fui para lá no final da tarde de  domingo para curtir as 5 bandas que se apresentaram no festival ‘A Idade da Terra em Transe’ (nesta 36º edição, foram dois dias de shows, exposições, feira de vinis e festa de Halloween). Eu assisti (e registrei em vídeos no #SarauLuaueoEscambau) a banda In Rollando Stones (com meu amigo Francisco Fanca), o pocket do renomado cantor e compositor Ortinho (que está adorando participar dos eventos alternativos nas periferias – ‘aqui tem amor‘, ele disse ao microfone), aos solos sensacionais do saxofonista Dharma Samu (agora com o trio Muvaru) e ainda curti mais uma vez as bandas ‘da casa’, com Cirilo, Osmédio, Vander Bourbon e tchurma: Os Videntes Profanos e Capitão Bourbon. Após essa vibe de sons e sonhos, esse choque amoroso de poesia, amizade e boas energias, saí de lá mais animado, com a alma nova e rejuvenescida, pronto pra encarar mais uma semana nesse triste Brasil fascista da era bolsonária. Nós vamos continuar resistindo e fazendo arte. Por amor. Sem armas nem ódio. Por amor. Será que fui claro? Por amor. Repito aos que não sabem do que falo: por amor.

TERÇA … Mais uma vez fui ao Sarau Gente de Palavra, na Patuscada, abraçar meus amigos poetas, falar da vida, dar umas olhadas nos lançamentos da Patuá e curtir aquele espaço cultural superbacana (à rua Luiz Murat, 40). Nesta edição, o sarau organizado por Rubens Jardim e César Augusto de Carvalho homenageou Lenita Estrela de Sá, escritora com quinze livros publicados (poesia, conto, literatura infantil, teatro e roteiros de cinema e televisão). Estiveram por lá Celso de Alencar, Hamilton Faria, Claudinei Vieira, Carolina Montone, Élcio Fonseca, Claire, Sergio Rocha, Vlado Lima, Shirlene Holanda, Fabiano Garcez, Eugen Weiss, Sandra Regina de Souza, Katy Regina e Vitor Miranda, entre outros escritores e amigos. Eu ainda ganhei um bottom do pessoal do Gente de Palavra do Rio Grande do Sul (valeu, Renato de Mattos Motta!).

QUARTA … Fui à Balsa (uma linda casa de eventos num prédio do centrão velho de éssepê – à rua Capitão Salomão, 26) assistir a mais uma performance do coletivo de escritores Trovadores do Miocárdio (Fausto Fawcett, Mário Bortolotto, Carolina Borelli, Adelita Ahmad, Ian Uviedo, Junio Barreto e Bibiana Graeff). Sou fã dos caras, da Balsa e desse evento que mistura projeções com música em meio às declamações. Nesta edição especial, eles apresentaram as sensíveis observações e os poéticos textos da multiartista Patti Smith em concorrida noite (casa superlotada!) que teve lançamento de livros dela, ‘O Ano do Macaco‘ e ‘Devoção‘. Devo registrar que alguns versos surpreendentes marejaram meus olhos por duas vezes. Patti não é fraca, não. Ela vem ao Brasil em novembro. Vou noticiar, obviously.

 

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ARNALDO AFONSO FAZ SHOW
COM MÚSICAS DE CARTOLA

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ARNALDO AFONSO (eu!) >>> Nas minhas andanças por aí já tenho me apresentado com um visual que remete ao dos sambistas cariocas dos anos 50: calça larga, sapato de bico fino, camiseta de listras horizontais e chapéu claro. O figurino é para melhor ambientar as minhas interpretações das canções de Angenor de Oliveira, o popular Cartola, um dos maiores compositores brasileiros de todos os tempos (apesar da caracterização, não interpreto o músico: faço o papel de um cantor que o admira e narra sua história). Há alguns anos escrevi a peça “Mestre Cartola: Vida e Obra em Verde e Rosa“, que agora adaptei para um espetáculo musical de uma hora (com cenário simples e prático), onde canto dez canções e conto algumas curiosidades sobre ele. Em 2020, ano em que completamos quatro décadas sem o Mestre, pretendo levar suas melodias a todas as Casas de Cultura da cidade, bem como aos Ceus, Bibliotecas, Sescs, escolas e centros culturais. Para divulgar meu projeto e preparar o espírito dos interessados, continuo postando aqui a série em capítulos com a íntegra do texto e todas as músicas citadas na minha peça. Acompanhe:

MESTRE CARTOLA: VIDA E OBRA EM VERDE E ROSA
(Um musical de Arnaldo Afonso – Capítulo 2)

CENÁRIO: Fundo branco, com tiras finas de pano verde e rosa, enroladas como serpentinas, caindo do teto ao chão, como cortina. Fila de músicos sentados, com seus instrumentos e microfones. À frente deles, um microfone central diante de uma mesa com duas cadeiras. Numa delas, um violão encostado. Sobre a mesa, um jornal, uma garrafa de bebida, dois copos. Um maço de cigarros, uma caixa de fósforos, um cinzeiro, um bloco de anotações e uma caneta. Ao lado da mesa, suspensa no teto por dois fios móveis, a moldura de uma janela com flores sobre o batente.

CENA 2 >>> (Cartola, distraído, batuca na mesa o samba “Não posso viver sem ela“, com uma das mãos… Com a outra, lê a letra no seu bloco de anotações e começa a cantar, displiscentemente, acompanhado sutilmente pelo percussionista da banda)

“Tive que contar a minha vida… A esta mulher fingida… Que me faz sofrer… …. Esta dor que tanto me crucia… Roubou toda a alegria… Do meu viver…” (Cartola se anima, se levanta, dá uns passos de samba e canta duas vezes o refrão, junto com a banda)… “Pode ser que ela ouvindo os meus ais… Volte ao lar pra viver em paz… ” …. (Cartola se senta, acende um cigarro, dá um gole de cachaça e começa a falar.)
Eu tomei gosto pela música e pelo samba ainda moleque. Meu pai queria que eu estudasse, não que ficasse tocando e vadiando por aí… então eu tive que aprender sozinho, meio escondido… ficava vendo meu pai tocar cavaquinho… só de olho, memorizando os acordes e depois repetia… ( O cavaquinhista da banda faz umas firulas no instrumento… Cartola sorri, faz expressão de quem lembra do passado e leva as mãos ao peito, agradecendo ao músico… Depois continua… ) Nessa época, com 8 anos, eu morava nas Laranjeiras. Lá, acompanhei a construção do estádio do Fluminense e me tornei torcedor do tricolor, que tinha camisa branca, verde e grená. Foi ali também que toquei cavaquinho num rancho carnavalesco chamado “Arrepiados”, da Fábrica de Tecidos Aliança, cujas cores semelhantes às do Flu, verde e rosa, eu iria sugerir, pra serem as cores da minha escola querida… Mas antes disso, com Carlos Cachaça, fundei um bloco carnavalesco chamado Arengueiros, pra brincar, brigar e fazer samba. A gente saía ao amanhecer e só voltava quando não aguentávamos mais… Foi o Carlos Cachaça, 6 anos mais velho, quem me ensinou tudo do mundo do samba e da malandragem… rsrsrs… (Cartola começa a rir…) … E sobre esse apelido dele, ele não gostava que dissessem que ele era o Carlos Cachaça porque bebia muita cachaça… dizia que é porque havia um outro Carlos, conhecido como Carlos Cerveja, esse sim, que bebia uma cerveeeeja lascada!!!!… então, pra diferenciar… rsrsrs…. ele ficou sendo o Carlos Cachaça…. rsrsrsrs… foi só por isso!

Banda toca “Peito vazio

CENA 3 >>> (Cartola está sentado, com o violão no colo, fazendo alguns acordes, como que acabasse de compor. O cavaquinhista da banda começa a solar e logo se reconhece a sequência do refrão de “Basta de clamares Inocência”… Cartola se levanta, abraça o violão na posição vertical, como se fosse um corpo de mulher e fica parado, de cabeça baixa. Ouve-se uma voz feminina cantando “Basta de clamares inocência“…)

“Basta de clamares inocência… Eu sei todo o mal que a mim você fez.. Você desconhece consciência… Só deseja o mal a quem o bem te fez… Basta, não ajoelhes, vá embora… Se estás arrependida, vê se chora… Quando você partiu, me disse: “Chora!”, não chorei..” … (A cantora dá um breque, a banda pára de tocar. Cartola se recompõe, levanta a cabeça e começa a falar, com naturalidade)

Quando eu tinha 15 anos, após a morte da minha mãe, larguei os estudos… fiz só até a quarta série… Desde cedo eu já sentia que meus vícios eram fumar, beber, tocar violão e correr atrás de mulher. (Cartola olha para o corpo do violão e o acaricia…) … Meu pai, que já andava desgostoso comigo, após uma briga, me expulsou de casa… Eu, moleque, sem ter para onde ir, farreava ao longo do dia e a noite dormia nos trens da Central do Brasil. Um dia, quando voltei, soube que meu pai havia saído de casa, caído na vida. E eu, caí doente… de tanto frequentar a zona de meretrício: tive gonorreia, cancro duro e cancro mole. Fui salvo por um anjo chamado Deolinda…. Ela tinha 25 anos, era minha vizinha, 8 anos mais velha que eu. E casada. Mas começou a cuidar de mim. Limpava o meu barraco e até me dava de comer… rsrsrs… O marido dela, enciumado, a deixou. Aí a gente se apaixonou e eu fiquei morando lá. Anos mais tarde, o ex-marido voltou, doente, pedindo abrigo. Deolinda, alma muito boa, o abrigou. E cuidamos dele com carinho, até sua morte.

Banda toca “Cordas de aço

(Na semana que vem, posto o terceiro capítulo da peça. Neste sábado, dia 2, cantarei algumas canções de Cartola num evento em Guarulhos – veja no agendão)

MEU NIVER E SARAU >>> Na quinta-feira, dia 7 de novembro (a partir das 20h) faço festa de aniversário e comemoro recebendo os amigos num sarauzinho bacana na praça Carauari, na Vila Maria. Com palco aberto: é só chegar e participar. Veeeenhaaaa! Claro que eu vou cantar umas três canções do meu espetáculo sobre o Cartola.

 

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‘HUMANOS’, O DOCUMENTÁRIO

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Pelos saraus, ouço muitos debates e palestras esbarrarem na questão da função do artista e da produção de cultura em nossa sociedade injusta e cada vez mais desigual. Vejo que os coletivos artísticos, militantes e não-alienados, não fogem ao posicionamento político, além de engrossar as fileiras de movimentos que reinvindiquem mudanças econômicas para a melhoria das condições de vida dos moradores das periferias (onde esses artistas atuam). Costumo dizer aqui, em meio aos meus pitacos políticos, que sou um comuna véio, anacrônico, um pensador solitário, não filiado a partido, um ser ultrapassado que ainda acredita em coisas nas quais a ‘modernidade’ não vê mais sentido. Essa autogozação não é demonstração de desespero frente ao vitorioso mundo consumista e individualista que não entende, não concorda ou nem sequer ouve a romântica cantilena das minhas utopias coletivas, tão fora de moda. É apenas minha aceitação (in)tranquila de uma derrota temporária. Por quanto tempo ainda pode se sustentar este róseo pesadelo, este pesado e luxuoso edifício erguido sobre areia, esta mentira dourada edificada sobre a ilusão de um enriquecimento individual que jamais vai acontecer, pois o ‘tudo ter’ é só para uns poucos. Antes de ser apenas mais uma de minhas ‘equivocadas’ opiniões, essa é ‘a lei’ do sistema. Quantos miseráveis são necessários para que uma família classe média vá regularmente ao dentista? É assim que nosso mundo (não) funciona. Portanto, vejo que não há saída, para os milhões de pobres, fora dos projetos de distribuição de renda. Por defender essa visão, dizem que sou de esquerda.

Infelizmente, a solidariedade com os mais necessitados (não só materialmente) e outros valores e princípios relativos à igualdade de direitos e oportunidades, não ‘nascem’ com a gente. Ao contrário, são um aprendizado árduo (muitos se recusam a aprender). Mas não é por sermos egoístas, mesquinhos, gananciosos, corruptíveis, falíveis e cheios de mil outros defeitos, que nós, humanos, não podemos organizar melhor a dinâmica social, a divisão do trabalho, das riquezas produzidas e distribuí-las de forma mais equânime e minimamente justa. Não aceito e jamais aceitarei que alguns de nós tenham tudo e milhões não tenham nada. Não é apenas mais um blablablá ideológico ou fla-flu de redes sociais. Estou falando da vida de seres humanos, gente de verdade, que passa fome, sofre com doenças e não tem como mudar sua vida (no Brasil e no exterior). Lutar por um mundo mais justo, antes de ser uma atitude política, é um gesto de amor. Não sou de esquerda porque odeio os ricos ou os pequeno-burgueses, e sim porque não me sinto mais merecedor de conforto e oportunidades de felicidade que os outros que não almoçam nem jantam, que não têm um bom trabalho, que nem têm como alimentar ou educar seus filhos. Por que permitimos que ‘os outros’ passem por isso? Uma esmolinha todo mundo dá, de coração. Afinal, ser um bom cristão não é comunismo, né? Mas apoiar a distribuição de renda e políticas públicas de inclusão parece ser coisa do ‘demo vermelho encapetado’.

Temos que amar as pessoas e nos colocarmos em seu lugar. Poderia ser você aquele boia-fria, aquele sem-teto, aquele sem-terra, aquela criança na rua, aquela mulher dando de mamar sob o viaduto, aquele velho trabalhador cansado que não pode se aposentar. Como ser indiferente a tanta dor e privação de direitos básicos? Por que não resolvemos o problema da fome? Da moradia? Dos imigrantes? Por que não os acolhemos? Não falo apenas da (in)ação dos (des)governos. Falo de nós, cidadãos. Nós temos que agir. A maioria dos governantes só deseja manter as coisas como estão e seguir agradando a elite econômica para permanecer no poder usufruindo de mordomias (que nós permitimos que eles usufruam), enquanto o sistema desumano condena milhões ao abandono e ao sofrimento. Querer mudar isso, alterar essa (des)ordem cotidiana (em maior ou menor grau) é ser de esquerda: não é esse terrível e medonho palavrão disseminado há tempos pelas mídias que se aliam ao poder. Não é algo que você não possa pronunciar ou que se envergonhe de dizer que é. Se você quer mais igualdade e direitos para todos, você é de esquerda. Assuma. Fechar os olhos à fome e à miséria da maioria dos habitantes do planeta é dizer ‘sim’ à barbárie de um sistema discriminatório e assassino. Veja esse filme (‘Humanos‘, acima) e ouça os depoimentos desses habitantes do planeta Terra. Se os seus olhos marejarem é porque você concorda com a indignação deles. E não aceita para ninguém as privações que eles têm passado. ‘Eles’ não são extra-terrestres. Eles são como nós. Somos ‘nós’. Não é possível que você não esteja disposto a lutar por ‘eles’. Acho que você é de esquerda também. Ou não? Que tipo de ser humano você é, então?

 

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MARIELLE PRESENTE!

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No dia 14 de março de 2018 a vereadora, de 37 anos, foi assassinada no bairro da Lapa, no Rio. Ela era relatora da Comissão dos Direitos Humanos que acompanhava a intervenção militar no RJ. Havia feito denúncia contra abusos policiais e após voltar de um evento com jovens negras, foi baleada. Anderson Gomes, motorista do carro em que ela estava, também foi executado. Desde então, protestos contra o bárbaro crime se repetem em várias cidades brasileiras. Marielle lutava por justiça, inclusão e igualdade de direitos. Defendia as causas que todos nós, artistas e coletivos dos saraus, também defendemos. Este blog continua aguardando o esclarecimento do caso e a punição dos assassinos e mandantes. As balas que a mataram atingem a todos nós. Não podemos nos calar. Até quando vou ficar semanalmente repetindo esse texto aqui? Será que vai ficar assim? Por que a resposta não vem? Quem matou (e quem mandou matar) Marielle?

Já faz mais de um ano e meio que eu repito esse texto. E vou continuar repetindo enquanto este blog existir. É meu compromisso em defesa da democracia e da liberdade, ambas ameaçadas pela impunidade de assassinos ou pela omissão das autoridades. Durante todo esse tempo, repito esse texto que eu já sabia que ia repetir. Se temos dois suspeitos presos (a quem ninguém entrevistou, confrontou, nem perguntou os motivos) ainda falta saber quem mandou matar Marielle. Um ano e meio depois, Marielle continua sendo baleada, morrendo todas as noites e renascendo a cada manhã. Porque pessoas íntegras como ela não morrem jamais. Se eternizam e viram exemplo de luta. Nós, brasileiros democratas, estamos aqui, de braços dados com Marielle, esperando que a justiça seja feita. Os assassinos talvez tenham a proteção momentânea de organizações ou de eventuais autoridades fascistas. E podem ameaçar Freixo, Marcia Tiburi e Jean Wyllis, ou mirar e atirar em nossas altivas cabeças. E até nos matar, um a um (‘matar uns 30 mil’, como disse o atual presidente durante sua campanha, sem ser punido nem ter sua candidatura impugnada). Só não poderão evitar que Marielle renasça mais forte, todos os dias, no corpo e na mente de cada menina guerreira da cidade do Rio de Janeiro. Marielle presente.

BOLSOASNEIRAS 1 >>> Desnecessário comentar o total descontrole emocional do presidente após ter seu nome citado pelo porteiro do condomínio onde mora (e onde morava um dos assassinos de Marielle). Mais inútil ainda seria analisar as besteiras que Bolsonaro falou em sua ‘defesa’: como alguém – ainda mais um presidente – pode proferir a frase “não tinha motivo para matar ninguém no Rio de Janeiro“? Eu que nem creio, já ando rezando. Protegei-nos, Senhor! Onde isso vai parar?

BOLSOASNEIRAS 2 >>> Em entrevista à Mônica Bergamo, o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, proferiu a inacreditável frase a seguir: “se a esquerda radicalizar, resposta pode ser um novo AI-5“. Já deu, né gente? O que eu, você, o STF, os partidos, os movimentos populares e as instituições que defendem a democracia estamos esperando para tirar esses fascistas do poder? Basta!

ATO PÚBLICO>>> Nesta quinta (dia 31), às 18h, e na terça (dia 5), às 17h, em frente ao Masp, manifestações pedem justiça para Marielle e perguntam: quem mandou matar Marielle e Anderson? Quem estava na casa 58?

 

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AGENDÃO

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Aqui as sugestões de programação para esta semana. Acompanhe também as opções contidas na página da Agenda da Periferia. Informe-se, inconforme-se, atue e divirta-se!

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RÁDIO BRASIL ATUAL >>> A rádio que dá a notícia que as outras não dão e toca as músicas que as outras não tocam está em campanha de financiamento.Para saber mais e colaborar, acesse o link. Neste momento de retrocessos políticos, sindicais e culturais, sabemos bem o quanto é imprescindível ter uma emissora que faça frente ao discurso fascista do governo e das poderosas redes que o apoiam

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I PRÊMIO “SUBURBANO CONVICTO” >>> Suburbano Convicto é sarau, livraria e editora administrados pelo produtor cultural e poeta Alessandro Buzo. Este guerreiro das artes periféricas criou agora (com apoio do coletivoPoetas do Tietê) um prêmio para valorizar os artistas e coletivos que fazem a vida cultural das quebradas da cidade. Desde 1 de setembro estão abertas as votações para o ‘I Prêmio Suburbano Convicto‘, com 15 indicados em cada uma de suas dez categorias. A votação é dividida em três fases e vai até novembro. A entrega do Prêmio será no dia 11 de dezembro, no Centro Cultural Olido. Para conhecer os indicados e votar, clique aqui.

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QUINTA – 31 de outubro – 10h … Trupe DuNavô apresenta Irmãos Carreto no Aniversário da Lapa de Baixo. Depois, ao longo do dia, várias outras atividades para as crianças

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QUINTA – 31 de outubro – 12h … Financiamento coletivo do 2º Disco do Fios de Choro – É de Fazer Chorar. Saiba mais aqui. Às 19h, show na Casa do Choro, no centro do Rio de Janeiro

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QUINTA – 31 de outubro – 18h … Magnéticos – com os djs Gabriel Thomas e Sergio Barbo – na Mandíbula

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QUINTA – 31 de outubro – 19h … Radio Brazuka: uma banda do outro mundo. Na Quinta dos Infernos, à rua Coronel José Eusebio, 109

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QUINTA – 31 de outubro – 19h30 … Dia das Bruxas – “O Guardião do tempo”: Oráculo e Cura. No Atelier Travessia, à rua Minas Gerais, 201

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QUINTA A SÁBADO – 31 de outubro a 2 de novembro – 20h (sábado às 18h) … O Livro das Maravilhas – Espetáculo de dança da Cozinha Performática. Com Isabelle Delmondes, José Artur Campos, Marcos Moraes, Natalia Barros, Renato Vasconcellos e Biba Rigo. Na Oficina Cultural Oswald de Andrade

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QUINTA – 31 de outubro – 20h … QuintaSoito com a cantora e compositora Angelay Oliveira. Exposição Encruza, com obras de três artistas da região. No Espaço Clariô, à rua Santa Luzia, 96, em Taboão da Serra

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QUINTA – 31 de outubro – 20h … Trajetória Literária com Jarid Arraes. Bate-papo com a escritora, cordelista e poeta acontece no Centro Cultural Francisco Carlos Moriconi, em Suzano

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QUINTA A DOMINGO – 31 de outubro e 2 de novembro – 20h (no domingo, às 19h) … Espetáculo “Buraquinhos” é uma denúncia ao genocídio da população jovem, negra e periférica. No Itaú Cultural, à avenida Paulista, 149

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QUINTA – 31 de outubro – 20h … Batalha Do Point. Toda quinta-feira na rua Dom José de Barros

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QUINTA – 31 de outubro – 20h … Show da cantora Nina Oliveira. Participação do trio paranaense Tuyo. No Sesc Guarulhos

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QUINTA E SEXTA – 30 de outubro e 1 de novembro – 20h … VII Mostra de Teatro em Apartamento – da Totus Porcus Cia (clique no cartaz). Na rua Santo Antonio, 541

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QUINTA – 31 de outubro – 20h30 … Dama da Noite … Indicada a prêmios como melhor espetáculo LGBTQ, peça é adaptação do conto homônimo de Caio Fernando Abreu. Com o ator Luiz Fernando Almeida. Direção de André Leahun. No Teatro West Plaza, à av. Francisco Matarazzo

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QUINTA – 31 de outubro – 21h … Encruzilhada Poética no Al Janiah, à rua Rui Barbosa, 269. Quinta edição do encontro mensal que reúne escritores para trocar ideias e expor suas referências. Os anfitriões Netto Duarte, Ni Brisant e Dom Orione recebem o cronista, contista e romancista paulistano Ferréz

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QUINTA – 31 de outubro – 21h30 … Alzira E no show ‘O Que Vim Fazer Aqui’. Na Casa de Francisca

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QUINTA – 31 de outubro – 22h … Quintal do Mau … Músico Mau Sant’anna toca repertório mpb toda quinta-feira no Bar do Julinho, à rua Mourato Coelho, 585

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QUINTA – 31 de outubro – 22h … Sarau das Bruxas. Músicos, atores e poetas apresentam obras compostas por mulheres. Com Luis Mármora, Zeca Loureiro, Heloiza Ribeiro, Vanessa Bumagny, Fernanda D’umbra, Rafael Castro, Ademir Assunção, Ciça Pagu, Blubell, Péricles Cavalcante e Shirlene Holanda, entre outros. No Picles, na rua Cardeal Arcoverde, 1838

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QUINTA – 31 de outubro – 22h … Erro Crítico #2 – perigoso e maravilhoso. Encontro de artistas em espetáculo performático de dança, audiovisual e música eletrônica. Na Goma arte e cultura, à av. Santa Isabel, 518, em Campinas

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QUINTA – 31 de outubro – 22h … Festa Vitamina – Dias das Bruxas. No Presidenta – Bar e Espaço Cultural

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QUINTA – 31 de outubro – 23h … Jazz na Faixa. Na Casa Matahari Mariposa

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SEXTA, SÁBADO E SEGUNDA – 1, 2 e 4 de novembro … Still Reich … Companhia carioca dirigida por Alex Neoral (e mantida pela Petrobras) está de volta à Colômbia para apresentar sua premiada coreografia. No elenco, os bailarinos Carolina de Sá, Marcio Jahú, Cosme Gregory, Roberta Bussoni, Monise Marques, José Villaça e Marina Teixeira (os dois últimos foram indicados ao Prêmio CesgranRio de melhores bailarinos de 2019, pela coreografia ‘Focus Dança Bach’, também indicada)

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SEXTA – 1 de novembro – 12h … À mesa negra III … Inspirada no dia da Consciência Negra, em Carolina Maria de Jesus e no pouco que se conhece de autoria literária negra, a terceira edição do evento organizado por Catia Luciana Pereira oferece um banquete virtual diário: todos os dias de novembro, ao meio dia, um texto de um autor negro, nacional ou internacional, da poesia, prosa ou teatro. Acesse a página ‘Letras Catitas’, no Facebook

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SEXTA – 1 de novembro – 15h … Café Teatral – Musicalidade e Cenopoesia … Jô Freitas e Renato Gama são os convidados da companhia teatral Buraco d`Oráculo para debater o tema. No Largo do Rosário, 20 – Penha,

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SEXTA – 1 de novembro – 19h … Final – Slam da Ponta 2019. Com palco aberto antes das batalhas. Na Ocupação Cultural Mateus Santos, à av. Paranaguá, 1633

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SEXTA – 1 de novembro – 19h30 … Duo PeiXeÁgua – Para o tempo. No Pavão Cultural, à rua Maria Tereza Dias da Silva, 708, em Campinas

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SEXTA E SÁBADO – 1 e 2 de novembro – 20h … Temporada ‘Gotas de Codeína‘. Monólogo premiado em festival LGBTQ. Direção e atuação de Luiz Fernando Almeida. No AP32, à rua Santonio, 541. Até 15 de novembro

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SEXTA – 1 de novembro – 20h … Halloween do Lê Rock Bar com Hell’s Brothers e festa à fantasia. Na rua Chico Pontes, 1791, na Vila Maria

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SEXTA – 1 de novembro – 20h … Stereo Royale convida djs Marjorie e Felinto. No Porão da Cerveja, à rua Gal. Olímpio da Silveira, 39, na Santa Cecília

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SEXTA – 1 de novembro – 20h … Halloween com a banda Rock Bites no Carauaribar e Mercearia, na praça Carauari, 8, na Vila Maria

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SEXTA – 1 de novembro – 20h … Inauguração do novo espaço Malelu, no Butantã

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SEXTA – 1 de novembro – 20h30 … Estéreo MIS com Josyara. Talentosa cantora e compositora da nova mpb apresenta o repertório do cd ‘Mansa Fúria’. No Museu da Imagem e do Som, av. Europa, 158

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SEXTA – 1 de novembro – 21h … Banda Retrorama apresenta o melhor do pop rock nacional. No Santa Sede, à av. Luis Dumont Villares, 2104, na ZN

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SEXTA – 1 de novembro – 22h … Halloween dos Escorpianos #8 – Festa Monstro. No Simplão de Tudo

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SEXTA – 1 de novembro – 22h … Criatura, Uma Autópsia. Espetáculo solo de Bruna Longo. No Espaço Cia. da Revista, à al. Nothmann, 1135. Também nos dias 8, 15 e 22 de novembro

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SEXTA – 1 de novembro – 22h20 … Especial Jorge Ben e Tim Maia. Na rua República Árabe Unida, 215, em Diadema

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SEXTA – 1 de novembro – 23h … Samba da Gruta # 30. Na rua Major Quedinho, 112

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SEXTA – 1 de novembro – 23h30 … Neurozen IndieGroove. Som instrumental dançante na Casa Matahari, à rua Silva Bueno, 729

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SÁBADO E DOMINGO – 2 e 3 de novembro – das 12h às 20h … Feira Miolo(s) 2019. Com a presença de várias editoras, coletivos e artistas participando de exposições, oficinas, palestras e encontros sobre arte gráfica, edição e circulação de livros. Na Biblioteca Mário de Andrade, à rua da Consolação, 94. Veja a programação aqui

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SÁBADO – 2 de novembro – das 12h às 23h … Sons da Rua – Festival de hip hop apresenta Criolo, Djonga, Karol Conka e outras atrações. Na Arena Corinthians, à avenida Miguel Ignácio Curi, 111

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SÁBADO – 2 de novembro – das 12h às 1h … Los Muertos Walking Parade 2019. Seis palcos com shows e barracas de comida e bebida no entorno da rua Quinze de Novembro, no centro de São Paulo

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SÁBADO – 2 de novembro – 13h … Feijoada com mpb rock e reggae: Thi Barbosa no Carauaribar, na praça Carauarim, 8, na Vila Maria

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SÁBADO – 2 de novembro – 15h … Festival Zona Lost Cultural – em Prol dos Pets … Segunda edição do evento traz as bandas Anhangabahy, Special Cigarettes e Muvarú, além da discotecagem de Eduardo Osmédio. No Parque Zilda Arns, altura do número 8300 da avenida Sapopemba

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SÁBADO – 2 de novembro – 15h … Conceição Evaristo lança o livro Poemas das recordação e outros movimentos – Poème de la mémoire et autres mouvements, edição francês-português. Na Livraria Mandarina, à rua Ferreira de Araújo, 373

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SÁBADO – 2 de novembro – 16h … Marcos Munrimbau – show ‘Aquarela de Batons’ … O talentoso artista canta 14 canções em que retrata as mulheres e suas lutas na sociedade moderna: sua força, coragem e sensualidade. Lançamento do single e videoclipe da música “Quando Você se Aproxima”. Com Luciana Rosa (violoncelo), Anete Ruiz (teclado e piano) e Paula Padovani (percussão e bateria). No Teatro Flavio Império, à rua Professor Alves Pedroso, 600, em Cangaíba

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SÁBADO E DOMINGO – 2 e 3 de novembro – 16h … ‘O Livro do Mundo Inteiro’ com a Trupe Dunavô. Palhaços convidam o público a criar uma história para um livro fantástico que registra todas as histórias do mundo. No Sesc Pinheiros, à rua Paes Leme, 195

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SÁBADO – 2 de novembro – a partir das 16h … CRB – Sarau de Resistência – Promovido pela Consulta Popular, MST e ENFF (Escola Nacional Florestan Fernandes) com apoio do Sindicato dos Bancários, Frente Brasil Popular e movimentos sociais. No evento, será apresentada a devolutiva dos cursistas, a partir das 16h e apresentações de música e poesia em seguida (com Ligia Regina & Eder Lima, Chero da Poesia, Arnaldo Afonso e outros convidados). No Sindicato dos Bancários, em Guarulhos

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SÁBADO – 2 de novembro – 17h … Caracik Sessions: Junior da Violla … Músico se apresenta e fala sobre o instrumento. Evento terá áudio e vídeo captados e será disponibilizado no canal de YouTube da Caracik Guitars. Na rua Marta, 109

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SÁBADO – 2 de novembro – 17h30 … Bacurau no MAM … Exibição gratuita do premiado filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles seguida de bate-papo com Júlia Rebouças, Mateus Alves e Patrícia Mourão. No Auditório Lina Bo Bardi, portão 3 do Ibirapuera

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SÁBADO – 2 de novembro – 18h … Banda UsTop no Ciam Pub Arte e Cultura, à rua Xiririca, 237, na Vila Carrão

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SÁBADO – 2 de novembro – 18h … Halloween com a Banda Firefly. No Eclipse: Espaço Cultural, Bar e Café, à rua Astorga, 621

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SÁBADO – 2 de novembro – 19h … Samba do Bemol. No Quintal da Tia, à rua Catão, 763

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SÁBADO – 2 de novembro – 19h … Projeto Cultural ‘O Som do Bando’, com Sebah de Assis e convidados. No Metamorphosis Bar, à Rua Sibaldo Lins, 66

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SÁBADO – 2 de novembro – 19h … Encontro dos malditos … Celebração da poesia dark, de revolta, melancólica e mórbida de poetas mortos e vivos. Na Patuscada – Livraria, bar & café, à rua Luiz Murat, 40

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SÁBADO – 2 de novembro – 20h … Audição do álbum ‘Zé Leônidas’. Em evento intimista, músico apresenta seu cd. Na rua Descalvado, 116, em Perdizes

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SÁBADO – 2 de novembro – 20h … The East West Band … Banda de blues se apresenta no Rock and Blues Bar, à av. Marari, 466

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SÁBADO – 2 de novembro – 20h … Leone da Gaita – Double Boss Blues. No BB Coffee & Pub, à rua Dr Campos Moura, 460, em Arthur Alvim

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SÁBADO – 2 de novembro – 20h30 … Especial Djavan … 35 músicas do grande compositor com Moacyr Santos (voz e violão), Jarbas Monteiro (baixo), Gustavo Surian (bateria e percussão) e Filipe Surian (violão e cavaquinho). Na rua Fontoura Xavier, 1090 (faça reserva)

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SÁBADO – 2 de novembro – 21h … Tributo a Black Sabbath com a banda Union. No Santa Sede Rock Bar, à avenida Luís Dumont Villares, 2104

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SÁBADO – 2 de novembro – 21h30 … EntreLatinos no Exquisito. O melhor da música latinoamericana no Bar Exquisito, à rua Bela Cintra, 532

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SÁBADO – 2 de novembro – 22h … Etroacoustic Session … Basa, Claudio Moko e Pedro Leo (e convidados) se reúnem pra tocar rocks & blues noite a dentro. No Clandestino Estúdio, à rua Augusta, 2366

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SÁBADO – 2 de novembro – 22h … Juçara Marçal e Kiko Dinucci apresentam ‘Padê’ no ‘Belas Sonora’ (performance, música e projeções). No Petra Belas Artes, à rua da Consolação, 2423

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SÁBADO – 2 de novembro – 23h … Bandas Abacaxepa + Lamparina e a Primavera … No Mundo Pensante, à rua Treze de Maio, 830

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SÁBADO – 2 de novembro – 23h30 … Dia de Finados com Estúdio V8 na Casa Matahari Mariposa, à rua Silva Bueno, 729

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DOMINGO – 3 de novembro – 15h … Despedida – Trovoar … Editora anuncia fechamento. Com venda de livros e sarau com Gabriel Messias, Marcio Costa, Flora Brito, Nivaldo Brito, Dj Pingo e Wesley Moraes. Na rua Mourato Coelho, 1094

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DOMINGO – 3 de novembro – 16h … Coco de Oyá – Show de lançamento do ep “Eparrey”, com participação de Samuel Samuca e Bloco Eu Acho é Coco, entre outros. No Sesc Bom Retiro, Alameda Nothmann, 185

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DOMINGO – 3 de novembro – 16h … Clarianas na ‘Femenagem’ a Dona Ruth de Souza, dentro do festival de Teatro Negro. O grupo musical é formado por três cantoras e atrizes: Martinha Soares, Naloana Lima e Naruna Costa. No Sesc Interlagos, à avenida Manuel Alves Soares, 1100

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DOMINGO – 3 de novembro – 17h … Fios de Choro … Quarteto de música instrumental se apresenta no Gansaral, à rua Demóstenes, 885

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DOMINGO – 3 de novembro – 18h … Eletricdum toca sua mistura de música latina, ritmos amazônicos e beats eletrônicos. No Baderna, à rua Oscar Freire, 2529

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SEGUNDA – 4 de novembro – 19h … Neofascismo, Bolsonarismo e o momento político do país … Debate online com o professor da UFF Demian Melo, o professor da UFBA Carlos Zacarias e a historiadora, doutoranda pela UFF e co-organizadora do livro ‘A onda conservadora’, Rejane Hoeveler

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SEGUNDA – 4 de novembro – 19h30 … Sarau Suburbano … Com apresentação de Alessandro Buzo, sarau acontece sempre na primeira segunda-feira do mês. Na Livraria Suburbano Convicto, à rua 13 de Maio, 70, no 2o andar (clique no cartaz)

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SEGUNDA – 4 de novembro – 21h … Buarque-se – Show idealizado por Netto Duarte, mostra as canções de Chico com seus parceiros (Edu Lobo, Francis Hime, Vinicius, Tom e outros). Com Roberto Biela (voz e percussão) e Rogério Silva (voz e violão). No Al Janiah, à rua Rui Barbosa, 269

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TERÇA – 5 de novembro – 15h … A Gorda – Debate … Livro de Isabella Figueiredo é abordado em batepapo entre a autora, a jornalista Jéssica Balbino e a professora Monica Figueiredo. No Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, à rua Doutor Plínio Barreto, 285, 4º andar

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ATÉ 2 DE NOVEMBRO … Exposição Kainã Lacerda. Na 9 arte galeria, à rua Augusta, 1371

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ATÉ 8 DE NOVEMBRO – das 11h às 16h … Martha Zimbarg – Exposição “Olhares em Traços e Telas”. No Cama e Café, à rua Roberto Simonsen, 79

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ATÉ 9 DE NOVEMBRO … As Várias Faces de Darcy Ribeiro. Exposição homenageia o antropólogo, sociólogo, educador, escritor e político brasileiro que se destacou por suas ideias humanistas e pela defesa da causa indígena. No Memorial da América Latina

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ATÉ 23 DE NOVEMBRO … Exposição Botânica de Ju Violeta. Na A7MA Galeria, à rua Harmonia, 95

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ATÉ 11 DE JANEIRO – de terça a domingo – das 10h às 18h … Exposição ‘Tempero da Carne’, do artista visual Julio Leão, no Museu da Diversidade Sexual, na Estação República do Metrô. Entrada franca

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AGENDÃO >>> Fique ligado, pois o agendão é diariamente atualizado. E toda quinta-feira tem post novo. Até lá!

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