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Fui maluco-beleza por uma tarde cantando Raul pela cidade. Vi Cordeirovich (foto) e Vladinsky na Acolá Diversão e Arte. A Olimpíada acabou cedo ou já vai tarde? A Bienal começa na sexta, mas aqui você já lê três baita poetas: D’Auria, Márcia e Janet. Siga a seta e entra nessa >>> de cabeça.

 

(O novo lay-out do site apresenta defeito no uso do texto em negrito. Mas se você clicar sobre as palavras em azul e itálico um link deve se abrir.)

 

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É OURO (DE TOLO), BRASIL!

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A olimpíada passou. Se não elevou a imagem do Brasil aos olhos do mundo, também não deu vexame. Teve prós e contras, mas no fim acabou bem, como todas as Olimpíadas e Copas (exceto a de Munique/1972, claro, por causa do atentado terrorista). Mas nosso assunto aqui tem a ver com os saraus. Tanto durante a Copa como agora nas Olimpíadas, vários saraus, coletivos de artes e mesmo poetas, cantores ou artistas isoladamente, firmaram posição e manifestaram seu descontentamento com a realização dos eventos ou seu alto custo, entre outras coisas. Democraticamente, realizaram atos públicos de protesto porque consideraram importante chamar atenção da imprensa mundial (e do público local) para corrupções, pouco caso e oportunismos variados de nossos políticos (e políticos estrangeiros também). O slogan ‘não vai ter Copa’ sinalizava que aqui existem organizações atentas. Estima-se que foram gastos R$39 bilhões no recente evento esportivo. E não foram gastos com hospitais nem escolas, pois, como afirmou um certo ‘fenomenal’ ex-jogador, ‘não se faz Copa com hospitais’. A tendência da emissora de tevê que encabeça as transmissões (Globo) é criar oba-oba, espetacularização e pieguice (no domingo, seu locutor principal passou vários minutos choramingando ao microfone). Sem falar no vergonhoso apelo ao ufanismo nacionalista (por vezes raivoso) pra ganhar pontos de audiência e vender melhor seus produtos. Por ‘n’ motivos complicados que não cabe enunciar aqui, o nacionalismo (base do fascismo) resiste, mas cada vez faz menos sentido num mundo globalizado, onde ganha força a convivência e a defesa das diversidades. Fica difícil para um retrógrado rechaçar a (óbvia) visão humanista de que somos um único povo, os habitantes do planeta Terra. Concluindo: nós, artistas, não torcemos ‘contra’, como dizem por aí. Não somos esses ‘malas’ como nos pintam alguns amigos da minha rede social (não me refiro aos fascistas, claro. A esses nem considero – bloqueio e espero que sejam punidos por suas agressões). Simplesmente não podemos baixar a guarda e deixar de ser críticos, pois as boas iniciativas precisam ser esclarecidas e defendidas. Muito se diz contra ongs e programas assistenciais, mas há vários moradores de favelas que encontraram neles a possibilidade de descobrir uma vocação e a chance de desenvolver talento e profissão. Alguns dos nossos atletas mais bem sucedidos saíram da pobreza graças a isso. Inclusive a nossa medalhista de ouro no judô, que aliás, posou em selfies ao lado da namorada, para desespero dos ufanistas homofóbicos. Valeu, Rafaela, vale ouro a pessoa se assumir como é.

 

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E muito se tem falado também contra a Lei Rouanet e as verbas de incentivo, mas quem realizou a bela cerimônia de abertura da Olimpíada e deixou o mundo boquiaberto com a beleza do espetáculo foram os jovens bailarinos, dançarinos, coreógrafos e roteiristas subempregados, que penam o ano inteiro pra pagar suas contas num país onde os programas pró-cultura são varridos pra baixo do tapete pelos esquemas vendidos e excludentes dos negociantes da indústria do entretenimento vazio. Por isso dizemos sim aos editais, ‘vais’ e ‘proacs’. Outro exemplo que tem a ver: comemoramos dez anos da Lei Maria da Penha e as estatísticas mostraram que um grande número de mulheres continua apanhando e sendo morta pela cultura do estupro e do machismo (uma denúncia de violência a cada sete minutos!). E as mulheres que lutam por direitos iguais ainda são ‘xingadas’ de feministas (o que considero um elogio). O recado é o seguinte: se mesmo lutando e sendo chatos, as coisas teimam em quase não mudar, imaginem com oba-oba, ufanismo e sem luta? Parabéns às mulheres artistas, as dos saraus e movimentos feministas, que lutam por direitos iguais. Vejam esse vídeo sobre o trabalho heroico de algumas delas, cujo esforço desembocou na criação e implementação da Lei Maria da Penha. Essas também merecem muitas medalhas de ouro.

 

 

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DIA DO RAUL

(É OURO, BRASIL!)

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Eu fui… Todo ano eu pensava em ir e na hora ‘h’ esquecia ou tinha algum outro compromisso. Mas esse ano eu fui. De ressaca, mas fui. Zonzo de sono, mas fui. Domingo, 21 de agosto, dia do Raul, encontro marcado na porta do Teatro Municipal. Eu lá, no meio dos malucos-beleza, dos doidões e bichos-grilos, da legião de fãs, seguidores e apóstolos do mestre que semeava o amor livre, cantava a igualdade de direitos e se intoxicava de liberdade. ‘Faze o que tu queres pois é tudo da lei’. Aos 10 anos, lembro que fiquei na casa da dona Elvina, minha vizinha na rua da Gávea, vendo tevê até tarde porque o Raul era a última atração do programa do Chacrinha. Minha mãe me chamando do quintal, ‘vem dormir’, dona Elvina cochilando na poltrona, e eu, desperto e ansioso, na expectativa do Raul surgir. Ele entrou com uma túnica enorme, a barba comprida, cabelos longos de Messias hippie e profetizou, numa língua jocosa e estranha mas que até mesmo uma criança idiota como eu entenderia:

 

 

‘Eu devia estar contente… com isso e com aquilo… mas confesso abestalhado que estou decepcionado… e eu acho tudo isso um saco!’ … Ouro de Tolo foi talvez a primeira música cuja letra me chamou a atenção. E a melodia também, meio falada, uma espécie de rap leve, recheado de verdades pesadas pronunciadas com preguiça e desdém, mas sem cara feia. Raul contestava tirando onda, escarrava no sistema tirando sarro. Ele era a revolta disfarçada de piada. Em seus versos antenados, o poeta da metamorfose ambulante denunciava as injustiças de um mundo quadrado, opressor, capitalista e imutável. Raul foi fichado e perseguido pelos órgãos de segurança da ditadura. Sua política anárquica e libertária não cabia em estatutos e manuais de conduta e nem era partidária. Mas suas idéias aparentemente confusas e sua postura inicialmente subestimada e tida como maluca, eram verdadeiramente subversivas e incendiárias.

 

 

Décadas se passaram, velhos déspotas caíram e seus modernos herdeiros mudaram layout e discurso para manter privilégios e caretices. Tiranos se apoderaram da palavra ‘sonho’ e a travestiram de mentiras mercadológicas, colocando nela sorrisos falsos e uma alma comercial e impura. Em bom baianês roqueiro, ‘eles’ não largam a rapadura e ainda comandam o formigueiro. Mas o grande Raul Seixas, que sonhou coletivamente, ganhou a eternidade. Pois ‘sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Mas sonha que se sonha junto é realidade’. Seus malucos adoradores, peito cheio de amores, seguem em frente, sonhando, anacronicamente valentes, desafinando o coro dos excludentes. Esse povo doido, crítico e criativo resiste como seu ídolo: alternativo e viável, Raulzito está vivo pra chuchu. Toca Rauuuuul!

 

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CORDEIROVICH & VLADINSKI

NA ‘ACOLÁ DIVERSÃO E ARTE’

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No sábado fui conhecer a Acolá Diversão e Arte, casa de cultura comandada por Simone Jablkowicz e Aieda Freitas no Jardim São Paulo. Músicos, poetas, grafiteiros, performers e videoartistas se apresentando num bonito e bem localizado sobrado, ao lado do agito dos bares da av. Dumont Villares. Para a exposição de primeiro aniversário foram selecionados os artistas Cau K. Silva, Dafne Setton, Duo XVIII, Gislaine Costa, Larissa Carozzi, Matheus Mendonça, Mariane Custodio, Mercia Morais e ZNLovers Crew. A casa também acolhe expositores vindos de outros estados, oferecendo residência e um profícuo ambiente de troca de informações e experiências culturais. Lá, além de assistir a algumas interessantes performances (ver fotos), pude constatar a evolução musical e teatral da dupla Cordeirovich e Vladinsky (que também atendem por Cordeiro e Vladi), artistas que conheço de muitos projetos artísticos na Vila Maria dos anos 1980. Vladi, ator, agora revela-se um seguro acompanhante ao violão e também faz os vocais de apoio. Cordeiro, multiartista inquieto e criativo (é ator e diretor de teatro e lançou disco independente), ressurge com dois livros de poesia, o ‘Baú de Qualquer Coisa‘ e o ‘Arranjador de Palavras‘, cujos poemas se misturam às canções do show, em meio a pequenas e precisas intervenções cenográficas e gestuais. As canções são curtas e circulares, flutuam pelo espaço e ficam girando em nossa mente, criando envolvimento e um clima de beleza e comoção que nos arrasta ao centro do sentimento que importa: o respeito aos valores humanos. Saí de lá leve, pensativo e feliz, pelas artes que presenciei e por sentir que a ZN também está inserida nesse turbilhão de acontecimentos culturais relevantes que estão formando e informando uma geração de talentosos artistas com novos valores, mas que a grande mídia ignora, pois perdeu o eixo e não percebe que o centro agora está em todo canto.

 

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O Cordeiro também escreveu, em sua página no facebook, as suas ‘impressões do evento’, que tomo a liberdade de publicar aqui:

‘teve a música barroco-eletrônica do Duo VIII, cabelos cortados devidamente de Simone e Aieda Freitas, teve Cau K. Silva, teve audiência de Arnaldo Afonso, teve a cerveja comemorativa, performance das meninas, teve este que vos escreve mais Vladinsky ao violão, teve vídeo de Larissa Carozzi, pais e avós de algumas pessoas, performance de papéis aos pés, dança e vídeo em algum lugar da Cracolândia, manequins vestidos por Daf Setton (se não misturei nomes, fora os que esqueci), obrigado Vanderlei e sua companhia, Maria José… e claro, parabéns Acolá Diversão e Arte. Bjs e até.’

Valeu, Cordeirones!

 

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SHOW: AS 20 MELHORES
MÚSICAS DOS FESTIVAIS

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Alguns músicos e compositores ligados ao Clube Caiubi tiveram a boa ideia de realizar um show com as grandes canções dos festivais e delegou ao público o prazer (e a responsabilidade) de escolher suas preferidas. Durante alguns meses, qualquer pessoa poderia entrar numa página do facebook e votar. Eu acessei e fui logo clicando: Disparada, claro; Domingo no Parque, óbvio; Roda-viva, sem dúvida; Ponteio, evidentemente; Alegria, Alegria, alegremente; Andança, sem tropeçar; Caminhando e Cantando, sem censurar… e, quando notei, já tinha escolhido mais de 30 canções. Tive que voltar atrás e cortar várias pérolas, pois o meu ‘Festival dos Festivais’ particular não caberia num show de uma noite só.

 

 

As 24 mais votadas que farão parte do show são: Alegria, alegria – A Banda – O Mal é o que sai da boca do homem – Foi Deus que fez você – Eu quero é botar meu bloco na rua – Escrito nas estrelas – Travessia – Nostradamus – Fio Maravilha – Universo no teu corpo – Classe média – Ponteio – Verde – Demônio colorido – Planeta Água – Disparada – Porto solidão – Andança – Bandolins – Clareana – Roda-viva – Domingo no Parque – Pra não dizer que não falei das flores – Arrastão.

 

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Na organização do evento estão o grande violonista Bráu Mendonça (arranjo), a Rosangela Alves, a Regina Célia e o músico Alexandre Tarica (foto), idealizador do projeto (que comemora seu aniversário nessa data). Ainda tem a participação de Luis Carlos (apresentação) e de muitos músicos convidados. É nesta sexta-feira, dia 26 de agosto, às 19h, no Cambridge Hotel. Entrada R$20.

 

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UM POETA,
UM POEMA
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Esta seção abre espaço aos muitos ótimos poetas que ouço por aí, pelos bares e saraus do movimento cultural. Ou os que conheço dos vários livros comprados, doados, roubados, recebidos, aparecidos (livro é um bicho vivo…). Hoje, Paulo D’Auria, Márcia Maranhão De Conti e Janet Zimmermann.

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PAULO D’AURIA

Modesto

 

tem quem pense que a poesia é tudo (poucos)
tem quem ache que a poesia é nada (muitos)
eu sou mais realista: não acredito na física
sei que a poesia é a matéria que constitui o mundo
o pó que havia antes das estrelas
a energia que faz o mundo

girar e parar
no ar

tem quem pense que poesia tem quer social
tem quem ache que se for social não é poesia
eu não brigo
poesia cada um tem a sua
um abismo em cada umbigo
um espanto em cada canto

eu vivo da poesia barata que cato no meio das latas dos ratos
tem quem prefira os literatos
a poesia é um vale tudo
briga de rua e tapas de pelica

eu passo longe
não faço isso pra mudar você
sou mais modesto:
só faço poesia pra mudar o mundo

 

nada como, um dia após o outro
nada como, nada. um dia após o outro
após o outro, após o outro. nada como

dia após dia e a realidade das ruas não muda
grita
mas somos surdos

nada como
nada como
um dia após o outro

Em casa de menino de rua
o primeiro a acordar
acende o sol

Paulo D’Auria faz parte dos Poetas do Tietê, coletivo com o qual desenvolve os projetos Sarau Ocupaz (no CEU Paz), Poesia Na Faixa (sarau nas faixas de pedestre), Sarau Asas Abertas (nos presídios e Fundações CASA do estado) e saraus pelo Programa Veia e Ventania. É autor de 3 livros: ‘Meta Lingui Stica’, ‘In.Fer.N.O.’ e ‘Guaracy’. Veja mais poemas e vídeos nos blogs do Paulo e dos Poetas do Tietê.

 

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marcia

MÁRCIA MARANHÃO DE CONTI

este cão

 

este cão late o vazio
late o escuro
e o meu grito
este cão incansável
está só. e triste
este cão não lê poemas
não escreve
e adivinha.

Um poema no ônibus

 

Parece que a cidade passeia,
E o pensamento espia a palavra.
Há um poema que vagueia,
Versos virando paisagem.

Parece que a janela me leva,
E o poema levanta os olhos.
Não sei se fico ou viajo.
Vou nas palavras e volto.

Parece que tudo é passagem.
O poema beija meus olhos.

ensaio

 

estou à véspera de um poema
mas não sei se ele vem
estou em uma sexta feira sem presságios
em um final de tarde sem esperar ninguém
dentro, uma canção ensaia
arranjos novos de solidão.

notícia

 

o dia está próximo
escuto os seus passos
é o barulho das palavras
preparando o café.

Márcia Maranhão De Conti, poeta, formada em Nutrição e Direito, nasceu em São Luis (MA). Participou de antologias e de concursos regionais e nacionais, sendo várias vezes premiada. Lançou ‘Luar nos Porões (piano mudo)‘ em 2011.

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JANET IZABEL ZIMMERMANN

Mais ou menos mais ou menos

 

Ao menos
um dia a mais.
Ao mais
um dia a menos.
Ao menos
um dia ameno.
Menos ou mais
o que importa
é que a horta é viçosa
a quem carpiu horas abissais
preparou terreno
e semeou açúcares e sais
sem ais
endogênicos

Ao menos
um dia mais ou menos.

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enredando liberdade

 

tiro a alma da janela
tiro a roupa da alma
dispo-me de tudo o que enrosque
minha trama com ela
arredo tudo das vistas
pra dar atenção à real visita
enxugo os olhos d’àgua
deixo livre a pista
só não tiro a cama do caminho
que é pra poesia deitar, rolar
e soltar toda a gana rouca
do canto preso na gaiola pouca

Janet Izabel Zimmermann (jiz) é natural de Catuípe (RS). É calígrafa, poeta e colunista do jornal online Horizonte MS. Administra o blog ‘Chão de Jiz’. Em novembro de 2013 publicou seu primeiro livro ‘Asas de Jiz’. No dia 20 de setembro, lança ‘Pétalas secretas‘, pela editora Patuá, em Campo Grande/MS, onde reside.

 

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AGENDINHA

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Passei a publicar o ‘Agendão dos Saraus para o Fim de Semana’ num post separado, todas as sextas-feiras. Abaixo, seguem algumas sugestões para esta quarta, quinta e sexta-feiras. Acompanhe também as muitas opções contidas nesse link da Agenda da Periferia. Informe-se, atue e divirta-se!

 

slamdogrito

Quarta-feira – 24 de agosto – 19h30 … Slam do Grito – com Lucas Bronzatto … O sarau faz lançamento do livro ‘Afronta Fronteiras’, de Lucas Bronzatto. No slam, batalha de poesias autorais, sem acompanhamento musical e sem objeto cênico, com avaliação de juri escolhido entre pessoas do público. Para inscrição, basta trazer 3 textos de até 3 minutos declamados. Entrada franca, no Nosso Bar – Trecão Lanches e Aperitivo, no Ipiranga.

 

aaanaca

Quarta-feira – 24 de agosto – 20h … Anacã Cia de Dança em Bauru … Apresentação do novo espetáculo EleEla, com Carolina de Sá, Rafael Luz e elenco. Coreografia de Edy Wilson. No Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. Na av. Nações Unidas, 8/9, em Bauru. Grátis (retirar ingresso uma hora antes).

 

 

esteticas

Quarta e quinta-feiras – 24 e 25 de agosto – a partir das 10h … Estéticas das Periferias no Jaçanã/Tremembé … A 6ª edição do Encontro chega aos bairros do Jaçanã e Tremembé, na ZN, com 14 atrações: samba, rap, poesia, saraus, festival de rock, cortejo de maracatu e futebol na rua.
Entre os espaços que recebem as atrações estão CEU Jaçanã, Casa de Cultura Vila Guilherme, Casa de Cultura Tremembé, Praça João Batista Vasques, Biblioteca Álvares de Azevedo, Centro Independente de Cultura Alternativa e Social (CICAS) e Biblioteca José Mauro de Vasconcelos. A programação completa está no site: www.esteticasdasperiferias.org.br. Abaixo, as atrações desta quarta e quinta-feiras:

 

Lançamento do CD ‘Universo Confuso’, de Manno G – dia 24/08, quarta-feira, às 10h no CEU Jaçanã (Rua Francisca Espósito Tonetti, 105 – Jardim Guapira).

 

‘Sarau dos Estudantes’, com o Grupo VOPO + artistas oriundos dos vocacionais ZN + artistas ocupantes do Casarão – dia 24/08, às 14h na Casa de Cultura Vila Guilherme – Casarão (Praça Oscár da Silva, 110 – Vila Guilherme).

 

Roda de Conversa: ‘Cultura de rua e Hip Hop’, com o grupo Impacto Abrupto – dia 24/08, às 16h, na Casa de Cultura Tremembé (Rua Maria Amália Lopes Azevedo, 190 – Tremembé).

 

Samba de raiz: ‘O Canto da Mulher Negra em 100 anos de Samba’, com Viviane Abrahão e convidados – dia 25/08, às 18h30 na Casa de Cultura Tremembé (Rua Maria Amália Lopes Azevedo, 190 – Tremembé).

 

cordel

Quinta-feira – 25 de agosto – 19h … Um Passeio no Mundo Livro – Moreira de Acopiara – Literatura de Cordel … Num tempo onde a informação é trocada de forma cada vez mais rápida, superficial e impessoal, a série dos ‘Passeios’ é uma iniciativa de estímulo à leitura na sua forma mais tradicional, através de encontros de escritores com leitores. Nesta edição, o compositor, poeta e cordelista Moreira de Acopiara. No Ceu Perus. Realização do Coletivo Sampa.

 

encontro

Quinta-feira – 25 de agosto – 19h30 … A volta do Quinta Carolineador com o sarau Encontro de utopias … Sarau de Parelheiros recebe os amigos do sarau Encontro de Utopias. Na rua José de Pedro Borba, 20. Na programação:

 

19h00 – Apresentação do coletivo e a coletânea Ciranda Poética
19:45 – Abertura do sarau Quinta em Utopias com Encontro em Movimento com Norberto e Regina
19h55 – Banda Som
20h05 – Jojo beat cariri com Sou Terra
20h15 – Microfone aberto
20h20 – Projeto Sertãoperifa – apresentação ao vivo
20h35 – Encontro de Utopias e trupe
21h00 – Regina Tieko e seus poemas
21h15 – Microfone aberto
21h20 – Vila Morena com Fábio Abramo e som ao vivo
21h25 – Cleusa conta histórias
21h35 – Microfone aberto
21h45 – Renato Pessoa e seu som
21h55 – Divulgação dos eventos da biblioteca Norberto e Seba
22h10 – Encerramento em grande estilo

 

nina

 

Quinta-feira – 25 de agosto – 20h30 … Nina Oliveira no Horácio Café … A cantora e compositora paulista Nina Oliveira interpreta canções com forte posicionamento político, que trazem reflexão sobre questões existenciais, sociais, raciais e de gênero. Entrada R$5,00, no Itaim Bibi.

 

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ATÉ SEXTA, PESSOAL,
COM O AGENDÃO PARA O FINDI.

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