BeFunky Collage

Sempre pratiquei algum tipo de atividade física ou, pelo menos, tentei. Fazia natação quando criança, ioga quando era adolescente, tentei fazer tênis e ginástica olímpica na faculdade e corrida de rua depois de formada. Mas nunca fui atleta. Não pertencia a nenhum time na escola e só competi por uma agência de propaganda quando eu trabalhava nessa área. E isso faz tanto tempo que naquela época nem existia Internet.

Mesmo sem nenhuma habilidade eu sempre tive o sonho de ser triatleta. Sim, eu sei que é imbecil, mas sonho é sonho, está em outro plano, fora da realidade. Eu via a Fernanda Keller, primeira brasileira a completar o Ironman e pensava: é isso que eu quero pra mim.

Não rolou de virar Rosana Keller, eu sei, mas há alguns (vários) aos, decidi voltar a correr.

Comecei devagar, sem orientação, mas com ajuda de apps e relógios de corrida. Fui melhorando um pouco e decidi fazer provas de rua. Adorei. A gente acorda cedo, bota a camiseta que vem no kit (pago), o número no peito, o chip no pé e corre com a galera. Cruzar a linha de chegada é sempre delicioso e a sensação de dever cumprido só perde em alegria para o momento de comer a banana que eles dão junto com a medalha.

Minha filha Anita, estimulada por minhas correrias, começou a treinar comigo e há alguns anos corremos juntas. Já fizemos provas de 5, 6, 9, 10 e 12 km. Corremos até uma provinha de 5km em Nova York, só pela sensação de…bem, correr em Nova York!

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Agora estamos treinando com uma assessoria, a Run & Fun. Toda 2a., 4a. e sábado acordamos cedinho tem treino, com sol, escuridão, calor ou frio. Hoje, até com chuva fomos correr. É um compromisso e exige esforço, persistência, força de vontade. Até porque temos uma prova de 16km em setembro e uma  meia-maratona em outubro.

Aí voltamos para o sonho. Eu sempre quis correr uma maratona, mas nunca acreditei que eu conseguiria. Como diz minha filha, eu não acredito em mim mesma, sobre de falta de autoconfiança. Mas já mentalizei: vamos cruzar a linha de chegada depois de 21km e vamos chorar de emoção. Nem que eu chegue rastejando, chegarei.

E é esse o espírito que adorei ver na Olimpíada. Essa fé, essa vontade, esse comprometimento com o objetivo. A gente tira sarro de quem escreve #foco #força #fé, mas taí um trio de coisas que podem mudar a vida da gente pra melhor.

Por enquanto estou aqui, me despedindo dos jogos olímpicos do Rio2016 e pensando que ver esses atletas só aumentou minha vontade de continuar correndo. Correndo pra buscar não o melhor que os outros, mas o melhor de mim.

Não se comparar, não se julgar, apenas colocar metas e fazer tudo para alcançá-las. Isso pra mim é conquista. Isso vale ouro.

🙂