De todas as métricas da mídia e do mundo todo da comunicação, nenhuma impressiona tanto quanto os números do sucesso nas redes sociais. A tiragem de jornais e revistas, a audiência do rádio e da TV, o número de cartinhas recebidas, nem passam perto das centenas de milhões de seguidores de grandes celebridades mundiais ou dos bilhões de views de famosos nacionais, especialmente os influencers da Internet.

“Ah, mas a TV alcança milhões de pessoas!”.

Verdade. Mesmo a TV aberta, com 30 pontos de audiência, não se compara aos bilhões de views de um hit do YouTube.

Não há como negar, estamos falando de outro mundo, de outra dimensão.

E por que as pessoas seguem tanto um influenciador internacional, por exemplo? Porque o nome já diz tudo. A pessoa É uma influenciadora em primeiro lugar porque nós, humanos, somos todos influenciáveis. Lembra, nós viemos dos macacos e o macado é sabidamente um bicho que copia o outro. Aprendemos assim, desde bebês, copiando. Somos influenciados por tudo e por todos, pelo que vemos, ouvimos, vivemos, sentimos e até pelo que não percebemos e não lembramos. Tudo nos influencia. Nada mais natural do que sermos influenciados por pessoas famosas que estão sempre em destaque nos meios que consumimos. Segundo que elas têm mesmo alguma coisa muito humana e popular, seja lá o que for, que nos iguala, nos aproxima, nos faz querer. Pode nem ser só essa coisa misteriosa que chamamos ‘carisma’, pode ser apenas que a pessoa tem a característica que mais condiz com o momento que o mundo vive. E aí, essa conjunção da sorte e empenho, ‘virtù e fortuna’, como dizia Maquiavel em ‘O Príncipe’, resulta nessa explosão de alcance e desejo que faz todo mundo seguir o conteúdo de alguém. Ou, em alguns casos, apenas seguir alguém porque o outro segue esse alguém. Tanto faz.

O que me intriga, mais do que por que a pessoa segue o outro é como acontece o mecanismo de UNFOLLOW, deixar de seguir alguém. As pessoas raramente vão até um perfil para deixar de seguí-lo. Perfis desativados, vazios, todos continuam com seus seguidores. Isso faz com que um EVENTO que projete a pessoa e faça com que ela ganhe muitos seguidores, resulta em uma base fixa. Uma fã que sobe no palco de um grande astro do rock e vira notícia, ganha seguidores que ficam. Mesmo não se importante mais com a fã, ninguém se dá ao trabalho de ir até o perfil e parar de seguir.

Quem toma unfollow então? Quem está ativo, postando e faz alguma coisa que a pessoa não gosta. Ai sim, todos usam o unfollow como ‘instrumento de vingança’. A pessoa dá unfollow porque viu uma opinião contrária à sua, porque se sentiu ofendida ou atacada, porque não gostou de qualquer coisa que o outro publicou.

Resumindo: agimos por pulso-impulso. Quando acontece um PULSO de sucesso, um PULSO midiáticos, temos o IMPULSO de seguir. Quando a pessoa posta algo que mexe com a gente (no sentido negativo), esse PULSO negativo nos dá o IMPULSO de deixar de seguir.

Portanto, só toma unfollow quem está postando.
Quem está quieto, mudo ou morto, não perde seguidor.
Mas também, qual a graça de estar numa rede social, na INternet, no Mundo, de forma inerte?
Melhor agir e correr risco.
A vida é arriscada, mas é vida.
Vida é pulsão, de vida e de mote.
Bom dia, Eros e Tânatos!