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Estou em Los Angeles. A cidade, que eu não visitava há muitos e muitos anos, é exatamente o que o cinema nos faz imaginar, uma cidade que não para, sempre pronta para o prazer, a imaginação e tudo o que pode ser resumido numa das mais poderosas indústrias que o ser humano criou: o entretenimento.

Tudo aqui pode ser visto, saboreado, sentido, vivido contando que você pague. O que a imaginação pode criar, Los Angeles pode produzir. E vender. E em grande escala, na proporção das imensas telas de cinema.

Vim a trabalho, mas aproveitei o domingo para participar de uma corrida de rua, de 10km, uma homenagem da cidade aos bombeiros, policiais e heróis que caem defendendo os cidadãos. A organização era impressionante. O lugar para retirar o kit, tudo com mapa, instruções no site, tudo claro e, evidentemente, pago. O kit podia ser retirado numa feira onde tudo estava para vender. A corrida aconteceu perto de um shopping e tinha um trajeto muito interessante, passando pelos estúdios da Paramount. Lá, em frente aos imensos pavilhões de filmagem dos estúdios, cenas de rua e pessoas nos aplaudindo. Acho que eram seguranças, funcionários e, quem sabe, figurantes que nos incentivavam. Funcionou. Fiz um bom tempo e aproveitei pra curtir todos os mimos presenteados para os finalistas.

No hotel onde estou, o Hollywood Roosevelt tudo é cinema. Foi neste hotel que o Oscar começou a ser festejado. Da janela do café da manhã, pode-se ver a mais estreladas das calçadas. Onde, eu soube, as estrelas podem ser compradas pelos famosos.

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Aqui ao lado estão o Dolby Theather, o Chinese Theater, um monte de salas de cinema, incontáveis lojas de lembrancinhas, agentes de viagem com seus passeios. Não tem como ficar aqui sem fazer nada.

Ao mesmo tempo, ou talvez por isso, o estado da California é também onde americanos descolados sempre buscaram alternativas de vida para este consumo ensandecido, incluindo religiões e práticas do oriente, yoga, meditação ou o mais recente mindfulness.

O ar desértico, o sol constante, o clima perfeito para rodar filmes, fizeram daqui um lugar especial para a indústria para a qual trabalho. São sempre telas, sejam elas gigantescas como as do cinema, as da TV, da Internet nos celulares. No fundo, tudo é conteúdo para os sentidos. Para explicar, entreter, informar, para dar sentido à vida, que não compreendemos, mas amamos tanto.

Bom dia.